Confusão

Rodrigo Maia chama revisão de meta de “jeitinho” e diz que coisas “não caminham bem”

"Se nós não organizarmos as contas públicas de uma vez, cada vez vai ficar mais difícil no futuro fechar as contas do governo", disse Maia

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SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez duras críticas à revisão da meta fiscal que o governo deve anunciar nos próximos dias. Nesta segunda-feira (14), ele disse que esta mudança na meta representa um “jeitinho” e faz parecer que as “coisas caminham bem”. Maia ainda aproveitou para cutucar: “a gente sabe que não caminham bem”.

Hoje, o teto é de déficit de até R$ 139 bilhões para este ano e de até R$ 129 bilhões em 2018. A expectativa é que o governo anuncie um aumento para R$ 159 bilhões nos dois anos, mas as discussões ainda não terminaram e nesta terça-feira podem ocorrer novas mudanças.

“Se nós não organizarmos as contas públicas de uma vez, cada vez vai ficar mais difícil no futuro fechar as contas do governo. Porque, se cada vez tem um jeitinho, se cada vez aumenta a meta [fiscal] mais do que precisa, você acaba gerando um gasto desnecessário, um aumento de endividamento desnecessário. Fica parecendo que as coisas caminham bem, mas a gente sabe que não caminham bem”, disse Maia.

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O presidente da Câmara informou ainda que marcou para amanhã uma reunião com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, com líderes da base aliada para que a equipe econômica mostre aos parlamentares a situação fiscal do país.

“Pedi que eles apresentassem de forma clara para os líderes da base a situação fiscal do estado brasileiro para que cada um saiba como aumenta a despesa e onde vai buscar receita para cobrir essa despesa. O déficit da Previdência aumenta 40, 50, 60 bilhões de reais por ano. Onde vai se buscar dinheiro?”, explicou.