Nova gestão

Roberto Campos Neto assume presidência do Banco Central nesta quinta-feira

Ele passou por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e foi aprovado em plenário na terça-feira

SÃO PAULO – O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, toma posse nesta quinta-feira (28), às 9h (de Brasília) em cerimônia com Jair Bolsonaro. O evento acontece na sala do do presidente do Palácio do Planalto e sem convidados. No entanto, está prevista para depois do carnaval uma cerimônia aberta à imprensa de transmissão do cargo que contará com discursos de Campos Neto e seu antecessor, Ilan Goldfajn. 

Campos Neto passou por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e foi aprovado em plenário na terça-feira (26), junto com os novos diretores. Durante sabatina, ele foi questionado sobre o baixo crescimento do País, mesmo com a Selic – a taxa básica de juros – no piso histórico.

Em resposta aos senadores, ele disse que “a coisa mais importante para o crescimento é a estabilidade de preços”. “Nos países onde se sacrificou inflação por crescimento, a expansão da atividade durou pouco e depois houve recessão. Isso aconteceu também no Brasil”, acrescentou.

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O economista admitiu ainda o alto nível de concentração bancária no Brasil, mas defendeu que as novas tecnologias serão fundamentais para o aumento da concorrência e a redução de juros e do spread bancário.

Apesar de reconhecer que o setor bancário no Brasil é concentrado, ele alegou que ainda assim existe competição. “Precisamos distinguir competição e concentração. Na crise de 2008, vários países aceitaram uma troca de mais concentração por mais segurança”, afirmou. “Vários governos estimularam isso no sentido de um sistema mais concentrado, porém mais sólido.”

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Campos Neto sinalizou ainda, em vários momentos da sabatina, a intenção de estimular as novas tecnologias no setor financeiro, como forma de intensificar a concorrência. “O maior instrumento democratizante do século está aqui (mostrou o celular), a tecnologia. É importante os senadores entenderem que, se há estímulo à tecnologia, e intermediação grande, a tecnologia será a maior plataforma para desintermediação.”

(Com Agência Estado)