Rio Grande do Sul: número de mortos sobe para 151; 615 mil estão fora de suas casas

Em boletim divulgado na manhã desta quinta-feira (16), Defesa Civil gaúcha informou que a tragédia climática deixou 104 desaparecidos e 806 feridos até o momento; 458 dos 497 municípios do estado foram afetados

Fábio Matos

Tragédia climática no Rio Grande do Sul (Foto: Jurgen Mayhofer/Governo do Rio Grande do Sul)

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã desta quinta-feira (16), os números da maior tragédia climática da história do estado. De acordo com o novo boletim das autoridades gaúchas, o total de mortes desde o início das enchentes, no fim de abril, subiu de 149 para 151.

A Defesa Civil informou, ainda, que o número de pessoas desaparecidas é de 104 até o momento. Há 806 feridos.

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Segundo os dados da Defesa Civil, o total de pessoas que tiveram de deixar suas residências ultrapassa 615,3 mil, das quais 77,1 mil estão em abrigos e 538,1 mil, em casas de amigos ou parentes (tecnicamente, são considerados “desalojados”).

Até agora, 458 dos 497 municípios do estado foram afetados, de alguma forma, pelas enchentes. Ao todo, são mais de 2,2 milhões de pessoas atingidas.

Veja os números da tragédia no Rio Grande do Sul até aqui:

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Nível do Guaíba fica abaixo de 5 metros

O nível das águas do lago Guaíba, em Porto Alegre (RS), voltou a ficar abaixo dos 5 metros, nesta quinta-feira (16), pela primeira vez desde segunda-feira (13), de acordo com uma medição realizada nesta manhã pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Segundo o levantamento, o patamar do lago recuou para 4,99 metros, às 6h15, no Cais Mauá. A projeção dos técnicos é a de que o nível continue diminuindo lentamente nos próximos dias, mas se mantenha ainda bem acima dos 4 metros.

O pico histórico das águas do Guaíba foi registrado há uma semana, quando o lago bateu 5,33 metros. A chamada “cota de inundação” é de 3 metros.

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Antes das enchentes históricas de abril e maio de 2024, a maior tragédia deste tipo em Porto Alegre havia ocorrido em 1941. Na época, o índice máximo alcançado pelas águas do Guaíba foi de 4,76 metros.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”