“Respeito a decisão do ministro Alexandre de Moraes”, afirma governador do DF após afastamento

Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado do cargo por 90 dias após bolsonaristas invadirem e destruírem o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto

Agência Brasil

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Afastado do cargo de governador do Distrito Federal por 90 dias, Ibaneis Rocha (MDB) afirmou nesta segunda-feira (9) que respeita a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ibaneis foi afastado por Moraes na madrugada, horas após bolsonaristas invadirem e destruírem o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto.

“Respeito a decisão do Ministro Alexandre de Moraes, mas reitero minha fé na Justiça e nas instituições democráticas. Vou aguardar com serenidade a decisão sobre as responsabilidades nos lamentáveis fatos que ocorreram em nossa Capital”, escreveu Ibaneis no Twitter.

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O governador afastado do DF disse que reafirma sua defesa e crença nas instituições, no Estado de Direito Democrático, na observância das leis e da Constituição — princípios que, diz, forjaram sua carreira de advogado e homem público.

“Confio que ao curso da apuração de responsabilidades será devidamente esclarecido o papel de cada um dos agentes públicos, bem como a inteira disposição do Governo do Distrito Federal no sentido de evitar todo e qualquer ato que atentasse contra o patrimônio público de nossa capital, jamais esperando que a situação atingisse o ponto a que, infelizmente, assistimos”, disse Ibaneis.

Ibaneis expressou ainda “veemente repúdio às cenas de barbarismo amplamente divulgadas” e disse que é necessário buscar a responsabilização “de toda a rede que possa existir de financiamento de atos antidemocráticos, observando-se, por óbvio, o devido processo legal”.

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O governador afastado também reiterou solidariedade aos presidentes e integrantes dos 3 Poderes, “na certeza de que sairá a democracia fortalecida perante os olhos do mundo, do povo do Distrito Federal e de todo o Brasil”.

Ele disse que, em outros momentos graves, agiu com rigor, de forma a proteger não apenas o patrimônio, mas a honra do Congresso e do STF, como na tentativa de invasão de maio de 2020, quando várias pessoas foram presas.

Decisão de Moraes

A decisão proferida por Moraes foi motivada por um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Congresso, no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos — do qual o ministro é o relator.

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“A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional”, afirmou o ministro do STF.

Moraes disse em sua decisão que as circunstâncias da invasão “somente poderiam ocorrer com a anuência — e até participação efetiva — das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido”.