Reprovação da Câmara chega a 70%, enquanto STF ganha fôlego após condenar Bolsonaro

Levantamento mostra desgaste do Congresso e leve recuperação da Suprema Corte; governo Lula tem 50% de aprovação.

Marina Verenicz

Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)

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A mais recente pesquisa Pulso Brasil/Ipespe, divulgada nesta quinta-feira (25), revela um cenário de desgaste acentuado do Congresso Nacional frente à opinião pública, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) registra recuperação de imagem após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados pela tentativa de golpe de Estado.

A Câmara dos Deputados é hoje a instituição com pior avaliação: 70% dos entrevistados desaprovam sua atuação, um salto de sete pontos percentuais em relação ao levantamento de julho, quando o índice era de 63%. A aprovação caiu de 24% para 18%, enquanto 12% não souberam ou não quiseram responder.

O Senado Federal apresenta quadro menos negativo, mas ainda desfavorável: 59% desaprovam a atuação da Casa, contra 61% em julho. A aprovação oscilou positivamente, de 25% para 26%, dentro da margem de erro. Outros 15% não opinaram.

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STF em recuperação

No caso do Supremo Tribunal Federal, os números mostram leve melhora. A desaprovação caiu de 49% para 44%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46% — tecnicamente empatados, mas com viés positivo.

A análise trazida pelo instituto é de que o julgamento histórico de Bolsonaro e de outros sete réus pode ter contribuído para o reforço da imagem da Corte como guardiã da democracia.

Lula em vantagem

A sondagem também mediu a percepção sobre o governo federal. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 50% de aprovação, superando numericamente a desaprovação, que ficou em 48%. É um avanço em relação a julho, quando a reprovação era maior.

O levantamento ouviu 2.500 pessoas em todas as regiões do país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.