Pessimismo

“Renovação da Câmara dos Deputados foi uma péssima notícia”, diz Samuel Pessôa

Para o economista, o saldo da Câmara atual foi positivo, mesmo sem a aprovação da Reforma da Previdência

SÃO PAULO – Enquanto todos estão olhando para a disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno, um dos grandes problemas da eleição foi a renovação da Câmara dos Deputados, segundo o economista do Ibre-FGV Samuel Pessôa.

“A renovação da Câmara me preocupou muito, foi uma péssima notícia. Com a cláusula de barreira e fim dos votos proporcionais até 2020 teremos um sistema político mais funcional nas próximas eleições”, afirmou o economista durante o evento “Perspectivas do mercado brasileiro frente aos cenários presidenciais do 2° turno”, promovido pelo UM BRASIL, em parceira InfoMoney.

Para ele, o saldo da Câmara atual foi positivo, mesmo sem a aprovação da Reforma da Previdência. “Isso porque  houve um processo de doutrinação e aprendizado pelo qual a bancada atual passou. Eles passaram a  entender os problemas do país e varias medidas foram aprovadas”, disse.

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“A renovação é composta pelo discurso de corrupção, das questões de comportamento, de um certo antipetismo e certo anti-politicamente correto. Fico preocupado com o grau que a nova bancada tem com nosso desastre fiscal”, continuou Pessôa.

O partido de Bolsonaro, PSL, saltou de 8 para 52 deputados e se tornou a segunda maior bancada da Câmara. Participando do mesmo evento, a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, disse que na nova formação da Câmara, “não se defende mais os interesses do partido, mas sim interesses individuais”. “Estamos falando de grupos que defendem interesses corporativistas aumentando no Congresso”, disse.

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