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Relator do Orçamento propõe cortes no Bolsa Família, auxílio-reclusão e moradia

Ricardo Barros falou com jornalistas sobre quais serão suas propostas de mudanças no Orçamento

SÃO PAULO – Falando a jornalistas em Brasília, o relator do Orçamento Ricardo Barros falou nesta sexta-feira (11) sobre suas propostas, com destaque para um corte de 35% no Bolsa Família, 50% no auxílio-reclusão e 20% no auxílio-moradia, além do remanejamento de despesas. Por outro lado, ele afirmou que saúde e educação são dois setores que não terão cortes.

“Entregarei o relatório com R$ 34,4 bilhões de superávit”, disse Barros ressaltando que que conversou com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e Planejamento, Nelson Barbosa, sobre os cortes do governo. Segundo ele, o corte de despesas soma R$ 12,2 bilhões, enquanto o remanejamento chega a R$ 4,3 bilhões.

O relator confirmou que irá entregar seu relatório para a Comissão entre segunda e terça-feira da próxima semana, e espera que o Orçamento seja votado até o dia 17 de dezembro. “Quero terminar o ano com o Orçamento de 2016 votado”, disse Barros. Para que não ocorram cortes no Bolsa Família, ele afirmou que o governo precisará dar outras opções.

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Em outubro, Barros já havia afirmado que pretendia realizar um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família. “Há uma rotatividade hoje no programa. Minha proposta é manter quem está no programa e não fazer renovações. Quem está no programa será mantido, e a vaga de quem sai não será resposta. Hoje, o próprio governo diz que 72% dos beneficiários trabalham”, disse o relator na época.