Reforma Administrativa avança na Câmara após resistência de servidores

Proposta reúne 171 assinaturas e prevê regras mais rígidas para salários e benefícios

Agência O Globo

Debate sobre a proposta de Reforma Administrativa. Dep. Pedro Paulo (PSD-RJ)

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Debate sobre a proposta de Reforma Administrativa. Dep. Pedro Paulo (PSD-RJ) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) protocolou nesta sexta-feira na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa, que pretende modernizar as carreiras do funcionalismo público e extinguir os supersalários.

O texto foi apresentado há cerca de três semanas, e precisava da assinatura de 171 dos 513 deputados para começar a tramitar. Segundo o deputado — que foi relator do grupo de trabalho que tratou do tema na Casa —, a articulação de grupos de servidores pesou na aceitação do projeto entre parlamentares.

Com uma queda nas assinaturas coletadas, o deputado diz que teve de colocar de pé a “operação anti penduricalho”. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), agiu pessoalmente para virar a percepção dos líderes, afirmou Pedro Paulo. A proposta é tratada por Motta como seu grande legado à frente da Presidência da Câmara.

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O que propõe a PEC

O texto da PEC busca reestruturar a administração público e impor limites às remunerações e benefícios de servidores dos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — em todos os níveis da federação (União, estados e municípios). Entre as principais medidas previstas estão:

Profissionalização

O texto também trata de regras para modernizar o serviço público, como: