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Foragido nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou que sua extradição para o Brasil “não vai acontecer” e classificou a prisão temporária, em abril, como uma tentativa clandestina de deportação. As declarações foram dadas em entrevista à CNN.
“Estamos em segurança, lutando pelo nosso Brasil aqui nos Estados Unidos”, disse Ramagem a repórteres da emissora no estádio em Nova Jersey, onde era disputada a partida entre Brasil e Noruega, no domingo (5).

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Ao comentar sua situação legal nos Estados Unidos, Ramagem disse que aguarda a tramitação do pedido de asilo apresentado após a tentativa de deportação. O pedido de extradição foi feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois de sua condenação a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.
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“Como eles sabem que a extradição não vai acontecer, porque sabem que é uma farsa, tentaram me deportar clandestinamente”, afirmou.
Em abril, o ex-deputado foi detido por dois dias em Orlando, na Flórida, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), por estar com o visto vencido e, portanto, sujeito à deportação.
O episódio levou à expulsão do delegado federal Marcelo Ivo, que conduzia operações especiais de deportação nos Estados Unidos em cooperação com o Brasil. Na ocasião, o governo americano anunciou, sem citar nomes, a retirada do agente sob a acusação de que ele teria manipulado o sistema de imigração para “contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.
Ao comentar a decisão do STF que resultou em sua condenação, Ramagem voltou a negar a existência da trama golpista e classificou o julgamento como perseguição política. “Eles [o STF] inventaram essa farsa do golpe, inventaram crime contra nós para acabar com o segmento político de direita e encarcerar o Jair Messias Bolsonaro”, disse à emissora.
Questionado pela CNN sobre a possibilidade de voltar ao Brasil, Ramagem afirmou que seus planos dependerão das eleições de outubro deste ano. “Com essa luta, vamos virar 2027. Com Flávio Bolsonaro (PL), a gente volta para o Brasil”, declarou.