Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Segundo informações da imprensa, Gabrielli deve deixar o comando da Petrobras para disputar eleição na Bahia em 2014

SÃO PAULO – As negociações travadas entre autoridades gregas e os credores privados do país sobre a reestruturação da dívida soberana não chegaram a uma conclusão durante o fim de semana, o que deve manter o foco dos investidores nesta negociação e no encontro dos ministros de finanças do Eurogrupo, em Bruxelas.

Nesta segunda-feira (23), as bolsas reagem em sentidos diversos quanto a essa expectativa. Na Ásia, sem negociações na China por conta do Ano Novo Lunar, o benchmark Nikkei, de Tóquio, recuou, pressionado por papéis domésticos e de petrolíferas. Entre os pregões europeus, índices registravam pela manhã trajetórias tanto positivas como negativas.

Troca de comando na Petrobras
A possível troca a ser realizada na presidência da Petrobras (PETR3, PETR4) deve ser um dos fatores a impactar a sessão brasileira. José Sérgio Gabrielli estaria de saída, segundo reportado pela Globo News na noite de sábado, para assumir uma secretaria no governo da Bahia, e, em 2014, disputar a eleições para suceder Jacques Wagner, do PT (Partido dos Trabalhadores).

PUBLICIDADE

Para seu lugar, a presidente Dilma Rousseff já teria indicado o nome de Maria das Graças Foster, atualmente diretoria de Negócios de Gás e Energia da petrolífera. Essa mudança seria oficializada durante o próximo encontro do conselho de administração, em 13 de fevereiro.

No entanto, em entrevista à agência de notícias Reuters, Gabrielli nega que já esteja definida sua saída. De acordo com ele, esse assunto nem está listado ainda nas pautas para a próxima reunião. O executivo afirma que a decisão de incluir ou não o tema nas discussões depende de Guido Mantega, ministro da Fazenda e presidente do conselho.

Brookfield perde shopping
O braço de administração de shopping centers da Brookfield (BISA3) foi tirada pelos acionistas controladores da gestão do Shopping Pátio Higienópolis, no final de dezembro. A empresa decidiu entar com uma ação na Justiça para reverter a situação, e o processo ainda corre, mas um liminar para garantir a permanência imediata foi negada.

O Valor Econômico afirma que os majoritários estavam descontentes com a maneira como o empreendimento vinha sendo tocado pela empresa. Um dos pontos de discordância, por exemplo, é a taxa de administração cobrada pela Brookfield, que representava 5% das receitas do local.

Mais uma petrolífera na bolsa
Por fim, a Seabras publicou nesta segunda-feira os termos de seu IPO (Initial Public Offering), em um processo no qual pode captar até R$ 1,7 bilhão com a emissão de ações ordinárias. O período de reservas terá início já na próxima segunda-feira, sendo que o primeiro dia de negociações do papel está previsto para 13 de fevereiro, no Novo Mercado da bolsa paulista.