Quem votou contra o relatório da PEC pelo fim da 6×1, que reduz a jornada de trabalho

Relatório produzido por Leo Prates (Republicanos-BA) foi aprovado por ampla maioria na Comissão especial e deve ir a votação em plenário ainda hoje

Caio César

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A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o parecer da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e encerra a escala 6×1 no país. O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) recebeu 34 votos favoráveis e apenas quatro contrários.

O placar, porém, expôs fissuras dentro da oposição. Apesar da orientação da bancada do PL para apoiar a proposta, três deputados do partido votaram contra o texto durante a sessão.

São eles:

O texto havia sido apresentado na segunda-feira (25), após acordo fechado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas teve a votação adiada para esta quarta-feira (27) após pedido de vista do deputado Marcon.

Durante o direcionamento de bancada, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) indicou que o partido tentará apresentar um destaque a proposta para reduzir ainda mais a jornada para 36 horas, resultando em uma escala de 4×3. Na prática, a proposta de mudança é vista como uma tentativa de obstrução do texto, que teria que ser refeito e passar por novo processo de votação, além de aumentar a pressão popular em torno da medida. 

Quem votou a favor

Apesar da protelação da votação de segunda-feira para esta quarta, o relatório proposto por Prates foi aprovado por ampla maioria na Comissão Especial. Confira quem votou a favor:

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Texto prevê transição gradual

O relatório aprovado estabelece redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A mudança ocorreria em duas etapas.

Sessenta dias após a promulgação da PEC, a carga horária cairia para 42 horas semanais, acompanhada da garantia de dois dias de descanso remunerado ao trabalhador.

A segunda fase entraria em vigor após 14 meses, quando a jornada seria reduzida para 40 horas semanais.

O texto também mantém espaço para acordos coletivos adaptarem escalas específicas, como jornadas de plantão e regimes diferenciados de trabalho.

Debate migra para o plenário

Com a aprovação na comissão especial, a PEC segue agora para análise do plenário da Câmara. Para avançar, a proposta precisará reunir ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia sinalizado aceleração da tramitação ao pautar a proposta no plenário antes mesmo do fim da análise no colegiado.

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A estratégia da cúpula da Casa busca aproveitar o avanço do tema nas redes sociais e a pressão popular em torno da redução da jornada de trabalho.