“Quem decide quem vai ser o candidato a presidente é o Bolsonaro”, diz Valdemar

Em declaração dada durante inserção do PL na TV, no sábado (15), Valdemar Costa Neto reiterou que Bolsonaro é a maior liderança política do partido e terá a primazia da indicação do candidato em 2026

Fábio Matos

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na porta da sua casa, em Brasília (DF) (Foto: Adriano Machado/Reuters)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na porta da sua casa, em Brasília (DF) (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Publicidade

Caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso esteja mesmo impossibilitado de disputar a eleição, escolher o nome do PL para a sucessão presidencial de 2026. A afirmação é do presidente nacional da legenda, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (SP).

Em declaração dada durante a inserção do PL na TV, no sábado (15), Valdemar reiterou que Bolsonaro é a maior liderança política do partido e terá a primazia da indicação do candidato em 2026.

Baixe uma lista de 11 ações de Small Caps que, na opinião dos especialistas, possuem potencial de crescimento para os próximos meses e anos

Continua depois da publicidade

“Nós queremos o Bolsonaro candidato a presidente do Brasil pelo PL. Agora, se ele não for, quem decide quem vai ser o candidato a presidente é o Bolsonaro. Quem decide quem vai ser o candidato a vice-presidente é o Bolsonaro”, disse Valdemar.

“Devemos isso a ele. É ele quem tem os votos. Bolsonaro e o povo brasileiro fizeram do PL o maior partido do Brasil”, completou o dirigente da sigla.

Jair Bolsonaro está inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso não haja uma reviravolta na Justiça Eleitoral, o presidente não poderá concorrer a nenhum cargo nas próximas eleições.

Continua depois da publicidade

Entre os principais postulantes a herdeiros do espólio bolsonarista, aparecem os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Além deles, também é especulado o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Leia também:

Michelle e Tarcísio largam na frente

De acordo com uma pesquisa da Quaest divulgada no mês passado, Tarcísio e Michelle são os dois nomes mais fortes do campo oposicionista para um possível enfrentamento contra Lula nas eleições de 2026, caso Bolsonaro se mantenha sem condições de participar do pleito.

Continua depois da publicidade

Segundo o levantamento, Michelle aparece como a melhor alternativa para 28% dos eleitores, enquanto Tarcísio tem 24%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o quadro é de empate técnico entre os dois.

Além de Tarcísio e Michelle, foram mencionados pelos eleitores o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 10%; o de Minas Gerais, Romeu Zema, com 7%; e o de Goiás, Ronaldo Caiado, com 5%. Não souberam ou não responderam 26% dos entrevistados.

Levando em consideração apenas os eleitores de Jair Bolsonaro, o nome de Michelle ganha ainda mais tração. Entre eles, 41% citam a ex-primeira-dama como opção preferencial contra Lula, enquanto 33% mencionam Tarcísio. Ratinho obteve 7%, e Caiado e Zema, 5%.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”