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O desfile de 7 de Setembro em Brasília ficou mais caro em 2026. O contrato para organizar a principal cerimônia oficial da Independência chegou a R$ 5,74 milhões, uma alta de 33,2% sobre o valor contratado no ano passado.
O aumento ocorre justamente em uma edição mais contida por causa das eleições. O evento desta segunda-feira (7), na Esplanada dos Ministérios, foi planejado sob cuidados adicionais para evitar que a estrutura pública seja confundida com a campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O valor de R$ 5,74 milhões cobre a organização do desfile, desde a preparação até a desmontagem das estruturas. O contrato inclui planejamento, coordenação, supervisão e execução do evento. Os recursos saem do Orçamento Geral da União.
Em 2024, o governo contratou a estrutura do desfile por R$ 4,3 milhões. No ano seguinte, o valor ficou praticamente estável, em R$ 4,31 milhões. Em 2026, houve acréscimo de R$ 1,43 milhão. Os números são nominais, sem correção pela inflação.
Na comparação com 2024, o aumento acumulado chega a 33,5%.
O que teve o desfile de 2026
A cerimônia desta segunda começou às 9h e teve três eixos: soberania nacional, combate ao feminicídio e Copa do Mundo Feminina de 2027. A programação também contou com a participação do Zé Gotinha.
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Estudantes de escolas públicas abriram o desfile. Em seguida, passaram pela Esplanada tropas das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Houve ainda veículos militares, tropas a cavalo e apresentação do Batalhão de Polícia do Exército.
A Esquadrilha da Fumaça e aeronaves da Força Aérea Brasileira encerraram a programação.
O cuidado eleitoral desta edição tem um antecedente relevante. Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 2022, quando a Corte entendeu que houve uso eleitoral da estrutura oficial.
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