Quaest: Um em cada cinco eleitores decide voto para presidente só na última semana

Pesquisa mostra que 10% escolhem o candidato a presidente no próprio dia da votação; entre independentes, decisão tende a ocorrer mais tarde

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Uma parcela relevante do eleitorado chega à reta final da eleição presidencial ainda sem uma escolha consolidada. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (10), 20% dos eleitores costumam decidir o voto para presidente na última semana antes da votação.

Metade desse grupo, equivalente a 10% do eleitorado, afirma que só define o candidato no próprio dia da eleição. Outros 10% tomam a decisão na semana ou na véspera do pleito.

A maior parte, porém, escolhe com antecedência. Para 58%, o voto presidencial é definido vários meses antes. Outros 20% tomam a decisão um mês ou algumas semanas antes da votação.

O comportamento muda conforme o cargo em disputa. Para governador, 44% dizem escolher o candidato meses antes, enquanto 28% decidem um mês ou algumas semanas antes. Outros 14% deixam a definição para a última semana ou a véspera e 11% escolhem no próprio dia.

A disputa pelo Senado concentra o maior contingente de eleitores que adiam a decisão. Apenas 34% afirmam escolher seus candidatos vários meses antes. Outros 29% decidem um mês ou algumas semanas antes, 18% na última semana ou na véspera e 14% somente no dia da votação.

Independentes demoram mais

A antecedência da escolha também varia de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre eleitores identificados pela Quaest como lulistas, 69% dizem definir o candidato a presidente vários meses antes da eleição. O mesmo percentual foi registrado entre os bolsonaristas.

O quadro é diferente entre os independentes, grupo que representa cerca de um terço do eleitorado no levantamento. Nesse segmento, 41% afirmam decidir com meses de antecedência, enquanto 14% deixam a escolha para o próprio dia da votação.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 31 de julho e 3 de agosto, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

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Marina Verenicz
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