Quaest: 73% dos brasileiros reprovam o uso de IA nas campanhas feitas por candidatos

Uso da ferramenta promete ser um dos maiores desafios para a Justiça eleitoral na disputa de outubro

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Sete em cada dez brasileiros reprovam o uso de inteligência artificial pelos candidatos na eleição deste ano. Segundo a pesquisa Quaest, encomendada pelo jornal O Globo, 73% dos entrevistados desaprovam o uso da ferramenta nas campanhas eleitorais. Somente 21% aprovam o uso de imagens artificiais.

A rejeição é predominante mesmo ao analisar a resposta por grupos. No recorte de idade, 68% dos jovens de até 34 anos rejeitam a ideia de utilizar ferramentas generativas, subindo para 76% entre eleitores acima de 60 anos.

A Inteligência Artificial começou a ser utilizada pelos candidatos mesmo durante os eventos de pré-campanha. Um dos momentos mais emblemáticos registrados neste ano foi a aparição de Jair Bolsonaro em vídeo divulgado durante a federação nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao pleito.

No vídeo gerado por IA, Jair, que está impedido de conceder declarações públicas ou utilizar aparelhos eletrônicos como uma das restrições da prisão domiciliar, aparece endossando seu apoio à Flávio e o reconhecendo como “herdeiro” do projeto político bolsonarista nas urnas em 2026.

O Supremo Tribunal remarcou uma reunião para está terça-feira (18) para discutir a utilização da ferramenta pela campanha de Flávio. A expectativa é que sejam definidas como as regras sobre deepfakes serão aplicadas durante a campanha eleitoral deste ano. O encontro estava marcado para esta quinta-feira (13), mas foi transferido depois que a sessão do tribunal se estendeu além do horário previsto.

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Caio César
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