PTB sai da base governista e mais seis podem ser contra prorrogação da CPMF

Medida foi tomada após Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) ter sido destituído de sua vaga na CCJ, onde votaria contra a PEC

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SÃO PAULO – O PTB – que, no Senado, conta com seis representantes – anunciou nesta quinta-feira (22) seu desligamento da base aliada ao governo na Casa. Além disso, os parlamentares declararam que a chapa não fechará questão a respeito da aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) – prevista para ser extinta no final deste ano – até 2011.

A situação se complicou depois de a líder do bloco da situação no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), ter destituído Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) de sua vaga na Comissão de Constituição e Justiça. Sem disfarçar, a petista afirmou que a manobra visava a garantir a aprovação da PEC na CCJ. “Isso foi a gota d’água”, afirmou o petebista, acrescentando que a medida foi “descortês e mentirosa”.

Sem fechar questão

O líder do PTB, Epitácio Cafeteira (MA), afirmou que, com a saída da sigla da situação, seus senadores terão mais independência na Casa. De qualquer maneira, o dissidente recém-declarado deixou claro que o apoio ao governo continua.

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Logo depois de ser afastado da CCJ, Mozarildo afirmou que, em plenário, seria contra a prorrogação da CPMF. Cafeteira anunciou que ele próprio, Romeu Tuma (MA), Sérgio Zambiasi (RS) e Gim Argello (DF) seguirão o colega de partido e irão de encontro à manutenção do tributo. Ainda falta a posição de João Vicente Claudino (PI).

Segundo a Agência Brasil, existe ainda um sétimo componente, Fernando Collor, que está afastado e não tem suplente do partido. “Institucionalmente, o partido é contra o aumento de impostos, mas não vai fechar questão. Cada um vota de acordo com a sua consciência, não quero criar problema para ninguém”, completou Cafeteira.