Luta perdida

PT não consegue reverter derrota e Câmara deixa partido de fora do comando da CPI do BNDES

Marcos Rotta, do PMDB, ficou com a presidência da comissão ao passo que a relatoria, ainda sem nome definido, ficará com o PR, apesar dos esforços do PT

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Após a instalação da CPI do BNDES, o deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) foi eleito por unanimidade presidente do colegiado. Deputado federal em primeiro mandato, Rotta é vice líder do bloco formado por PMDB, PP, PTB, PSC, PHS e PEN.

Também foram eleitos por unanimidade os deputado Miguel Haddad (PSDB-SP) para 1º vice-presidente, o deputado Carlos Zaratinni (PT-SP) para 2º vice; e o deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP) para 3º vice.

Criada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do dia 17 de julho, a CPI é composta por 27 titulares e 27 suplentes.

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O presidente da comissão, Marcos Rotta, confirmou que a relatoria ficará com um deputado do PR. O PT, como segunda maior bancada da Câmara, almejava a relatoria, conforme o líder do partido, deputado Sibá Machado (AC). Porém, o cargo ficou com outro partido do bloco formado, no início da atual legislatura, por PT, Pros, PSD e PR.

Abrangência
O pedido de criação da CPI foi feito pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR). A comissão vai investigar empréstimos considerados suspeitos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, concedidos tanto a empresas de fachada como a empreiteiras investigadas. O BNDES concedeu, entre 2003 e 2014, financiamentos de R$ 2,4 bilhões para as nove empreiteiras citadas na operação. O requerimento também pede a apuração de empréstimos classificados como secretos, concedidos a países como Angola e Cuba.

A reunião ocorre no plenário 2.