Primeiro-ministro japonês renova pedido de reformular Constituição pacifista do país

Durante a comemoração dos 60 anos da Constituição japonesa, Abe lembra que o documento precisa passar por reformulações

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SÃO PAULO – O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe renovou seu pedido de reforma na
Constituição japonesa, durante a comemoração dos 60 anos do documento, afirmando que o país não pode continuar com o pacifismo instituído no pós-guerra.

Essa posição do atual premiê contrasta com a do outro ex-ocupante do cargo, Ryutaro Hashimoto, que, há dez anos, durante o aniversário de comemoração dos 50 anos da Constituição, votou a favor da instituição de paz e prosperidade na comunidade internacional.

Durante visita de Abe aos Estados Unidos, a comunidade japonesa discutia as intenções do primeiro-ministro, e a população revelou preocupação quanto a reformulação do artigo 9: “A população japonesa deve para sempre renunciar à guerra, com soberano direito da nação de fugir da ameaça ou uso da força por disputas internacionais”.

Referendo

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De acordo com o Partido Democrata Liberal, dentro dos próximos quatro meses e meio, serão definidos os procedimentos para correção da Constituição atual, definindo os parâmetros para a revisão do documento. A votação deve ser realizada por meio de um referendo.

A Constituição pós-guerra nunca foi revisada, e Abe falou da necessidade que o Japão tem de acabar com o regime pós-guerra. “As mudanças na constituição vão expandir a posição do Japão no relacionamento de segurança internacional”.

Reformas na Constituição

A reforma permitiria ao Japão recuperar algo que não tem há mais de meio século: Forças Armadas com status de Exército, que possam participar de guerras e alegar o direito à Força de Autodefesa, em caso de um ataque a aliados como os Estados Unidos.

A população teme um renascimento do militarismo japonês, que levou o país à Segunda Guerra Mundial e, conseqüente, ao ataque por bombas atômicas dos Estados Unidos, hoje seu principal aliado.