Política

PP oficializa apoio ao impeachment de Dilma e coloca cargos à disposição

O anúncio foi feito menos de 24 horas depois da aprovação de parecer a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente

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SÃO PAULO – Em reunião a portas fechadas no plenário 14 da Câmara dos Deputados, a bancada do PP decidiu nesta terça-feira (12) apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, deixando os cargos que o partido tem no governo à disposição. O anúncio foi feito menos de 24 horas depois da aprovação de parecer a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente.

“Nós, da bancada do PP na Câmara, após extensa reunião, decidimos primeiro pela unidade da bancada e deliberamos uma decisão que sei que é histórica mas que visa sobretudo a unidade partidária. Vamos sair daqui para o gabinete do presidente do partido para comunicar que a maioria absoluta deliberou pelo encaminhamento no plenário pelo voto sim ao Impeachment”, disse o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB).

“É uma decisão que eu não defendia, não vou negar. Mas não vejo outra alternativa do que acatar a decisão da bancada. O partido solicita a carta de renúncia de quem está no governo. Já falei com o ministro da Interação Nacional, Gilberto Occhi e com presidente da Codevasf que fizessem as cartas de renúncia como gesto de grandeza e lealdade”, afirmou.

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Aguinaldo Ribeiro defendeu a permanência na base. Mas, argumentou que, caso o partido decida por maioria deixar a base, terá de entregar o Ministério da Integração. “Não dá para fazer como o PMDB, que desembarcou do governo e continuou com os ministérios”, afirmou. Segundo ele, não haverá punição para os divergentes.

Após a saída do PMDB do governo de Dilma Rousseff, o PP se tornou o aliado com a maior bancada na Câmara, com 47 representantes, a quarta maior da Casa. Ocupando atualmente o Ministério da Integração Nacional, o partido vem sendo cortejado por Dilma com a oferta de mais espaço no governo em troca de apoio contra o afastamento da presidente.

Apesar da investida do governo, o PP está dividido. Na votação na comissão especial do impeachment, três membros – Paulo Maluf (SP), Júlio Lopes (RJ) e Jerônimo Goergen (RS) – votaram a favor do afastamento e dois – Aguinaldo Ribeiro (BA), líder do partido na Câmara, e Roberto Britto (BA) – foram contrários.

No último fim de semana, diversos diretórios estaduais anunciaram apoio ao impedimento de Dilma, entre eles o de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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