PGR foi contra PF apreender dinheiro e relógios de Jaques Wagner

Parecer foi enviado dois dias antes da operação Compliance Zero cumprir mandados em endereços ligados ao senador

Caio César

Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

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A Procuradoria-Geral da República foi contraria ao pedido da Polícia Federal para apreender dinheiro, joias, relógios e outros itens nos mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA).

O parecer foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, em 16 de junho, dois dias antes da Operação Compliance Zero cumprir os mandados contra Wagner.

Na operação, foram apreendidos US$ 49 mil dólares, uma coleção de relógios e joias em um dos endereços ligados ao senador. Além disso, foram encontrados comprovantes de pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.

No parecer, a PGR destaca que a apreensão dos bens atrairia atenção midiática desnecessária e não contribuiria para o objetivo da investigação, que procurava evidências documentais sobre o envolvimento do senador no caso do Banco Master.

A PGR também foi contra a realização de busca e apreensão no gabinete do senador no Congresso Federal, acusando que a entrada de agentes da PF no ambiente legislativo poderia significar uma ingerência entre os poderes.