PF pede a Moraes decisão sobre destino das armas apreendidas de Bolsonaro

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por decisão do STF

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado por maioria da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado por maioria da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado

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A Polícia Federal (PF) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal (STF), se manifeste sobre a destinação das armas do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de apreender o armamento foi proferida em 3 de julho, quando Moraes revogou o porte de arma e o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro, determinando a apreensão de dez armas de fogo vinculadas a ele.

Duas delas já estavam sob custódia da PF desde 2023, entregues em cumprimento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras sete foram recolhidas em 6 de julho no Batalhão de Polícia do Exército em Brasília, onde estavam acauteladas. A décima arma, uma espingarda dada de presente a Bolsonaro mas nunca entregue, foi localizada e apreendida em 8 de julho na posse de terceiro, em Cachoeirinha (RS).

Segundo a PF, a decisão não cabe à corporação. Isso porque, as armas não foram apreendidas em uma investigação conduzida pela polícia e sim por determinação direta do STF.

Por isso, a PF argumenta que o caso foge da rotina. Normalmente, é a própria corporação quem decide o destino de armas apreendidas, com base em manuais e regras internas. Mas essas normas pressupõem um inquérito da PF por trás da apreensão, o que não é o caso.

Diante disso, a Corregedoria da PF concluiu que só o STF pode decidir o que fazer com o arsenal. Até lá, as armas seguem sob custódia da PF em Brasília.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por decisão do STF. Desde março, cumpre prisão domiciliar humanitária, concedida por Moraes para tratamento de uma broncopneumonia, benefício que o ministro decidiu manter mesmo após a apreensão das armas.