Publicidade
A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (18), mandados de busca e apreensão na empresa Terra Firme da Bahia Ltda., ligada a Augusto Lima, um dos alvos da Operação Compliance Zero, que investiga o caso envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Lima é um empresário baiano do setor de crédito consignado. No passado, ele foi sócio do Banco Master junto a Daniel Vorcaro, mas depois assumiu o controle do banco Pleno, que posteriormente foi liquidado pelo Banco Central.
Fundada em 2001, a empresa atua na gestão de negócios com foco no atendimento a servidores públicos. Segundo a descrição em seu site, a Terra Firme foi criada para “centralizar e oferecer apoio em áreas estratégicas, como jurídica, financeira, contábil, recursos humanos, TI, comercial e outras”, com o objetivo de proporcionar melhores condições de atendimento ao público.

Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação
Líder do governo no Senado havia usado o tempo em plenário para se defender de suspeitas envolvendo a delação premiada de Daniel Vorcaro, recusada pela PF

Ex-sócio do Master emprestou avião e bancou camarote nos EUA para Wagner, diz PF
Polícia Federal afirma que vantagens se somam a outros pagamentos investigados como propina feitos ao senador
A empresa aparece na investigação porque uma de suas funcionárias, Andréia Lima Novaes, prima de Augusto Lima, também é diretora da APKL One Participações, que teria feito uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BK Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, mulher do enteado do senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também investigado nesta quinta-feira.
Lima também manteve proximidade com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é casado com a ex-ministra Flávia Peres, que ocupou, durante aquela gestão, um cargo na Secretaria de Governo da Presidência da República.
Ao lado da esposa, Lima lançou a ONG Terra Firme, presidida por Peres, com a missão de combater a desigualdade social e auxiliar pessoas em situação de pobreza. Apesar do nome semelhante ao da empresa, a organização não consta no escopo atual da investigação.