Publicidade
A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Marco Aurélio Marcola, que deixou o cargo há duas semanas.
O caso foi revelado pelo Poder360 e confirmado pelo GLOBO.
Alvo de três novos inquéritos, Lulinha é suspeito, segundo a PF, de cometer o crime de tráfico de influência por ter atuado junto ao Ministério da Saúde e o gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal.

Centrão se afasta da disputa presidencial e deixa Lula e Flávio sem ampliar alianças
Diferentemente de 2022, partidos médios optam pela neutralidade, reduzem o peso das coligações nacionais e indicam um cenário de maior dificuldade para quem vencer a eleição governar a partir de 2027

PF pede ao STF a abertura de nova investigação contra Lulinha
Este é o terceiro pedido de investigação para apurar o suposto tráfico de influência cometido por Fábio Luís Lula da Silva
O filho do presidente da República também manteve relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Os investigadores buscam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta, que já é alvo de apuração por sua relação comercial com o “Careca do INSS” e pelos negócios envolvendo o mercado de cannabis medicinal.
A empresária é apontada pela PF como uma das pessoas que mantinham interlocução com o grupo investigado e também possui relação próxima com Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Continua depois da publicidade
Em depoimento prestado anteriormente, Roberta afirmou que nunca repassou recursos ao filho do presidente e negou qualquer irregularidade em sua atuação.
Em nota publicada pela coluna de Lauro Jardim, do GLOBO, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo pessoal da empresária e afirmou que a dívida já foi integralmente quitada. Segundo o assessor, a operação não teve relação com suas funções no governo.
“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, diz a nota.
Continua depois da publicidade
Na semana passada, a PF abriu um novo inquérito para apurar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.
A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio.
Como já havia mostrado O GLOBO, no pedido apresentado ao ministro André Mendonça, a Polícia Federal solicitou autorização para compartilhar as provas produzidas na Operação Sem Desconto.
Continua depois da publicidade
Uma testemunha relatou, por exemplo, que Roberta seria o elo entre o lobista e o filho de Lula. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial.