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A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, no âmbito da Operação Overclean, que apura desvios de recursos de emendas parlamentares e fraudes em licitações.
Além dele, foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ambos ex-coordenadores estaduais do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) na Bahia, e outros 22 investigados.
A Polícia Federal estima que os membros do esquema teriam movimentaram cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Os 25 investigados foram indiciados pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

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A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada em 10 de dezembro de 2024 e investigou o direcionamento de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a prefeituras baianas. À época, a PF alegou que o esquema teria atingido diretamente o DNOCS, principalmente na Coordenadoria Estadual da Bahia.
José Marcos Moura é conhecido como “Rei do Lixo” por atuar em contratos na área de limpeza urbana em cidades da Bahia. Ele havia sido preso preventivamente junto com outras 16 pessoas na primeira fase da operação, mas posteriormente foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região naquele mesmo período.
A operação ainda investiga os deputados Félix Mendonça Jr. (PDT-BA), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Vicentinho Júnior (PSDB-TO) e Dal Barreto (União Brasil-BA).