PF comunica ao STF possível inclusão de Mauro Cid e família em programa de proteção

Documento enviado a Moraes cita necessidade de avaliar segurança do delator e de seus parentes após acordo que incriminou Bolsonaro

Marina Verenicz

Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 -

Mauro Cesar Barbosa Cid

 

Foto: Ton Molina/STF
Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 - Mauro Cesar Barbosa Cid Foto: Ton Molina/STF

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A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que estuda a inclusão do tenente-coronel Mauro Cid e de seus familiares no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, segundo apuração da CNN Brasil.

O encaminhamento foi feito ao ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), fechou acordo de colaboração premiada que serviu de base para a condenação do ex-presidente e de militares envolvidos na trama golpista.

A PF sustenta que o avanço das investigações e o conteúdo das delações podem representar riscos à integridade física do militar e de seus parentes.

Moraes já remeteu o documento à Procuradoria-Geral da República, que deverá emitir parecer sobre a necessidade de proteção ampliada. A manifestação do órgão é etapa necessária antes de qualquer medida formal.

Durante as tratativas da delação, a defesa de Cid já havia solicitado um esquema de proteção individual fornecido pela própria PF caso a situação exigisse. O pedido, no entanto, não se enquadrava nas regras do programa federal de proteção e não havia sido incorporado ao acordo.

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