Presidente da Câmara

PF aponta “fortes indícios” de práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por Rodrigo Maia

Em nota, o deputado afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa

SÃO PAULO – Quase uma semana após a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, a Polícia Federal concluiu inquérito contra o parlamentar e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Conforme informou o Jornal Nacional na noite da última quarta-feira (9), os investigadores dizem que o deputado prestou “favores políticos” e defendeu interesses da OAS no Congresso em 2013 e 2014, como apresentar uma emenda à medida provisória que definia regras para a aviação regional.

A investigação, que partiu de mensagens de celular trocadas entre Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora, e o atual presidente da Câmara, ainda diz que Maia pediu doações eleitorais no valor de R$ 1 milhão em 2014, recursos repassados oficialmente à campanha do pai, César Maia, ao Senado. Para a PF, essa foi uma tentativa de esconder a origem da propina. Na avaliação dos investigadores, há “fortes indícios” da prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Caberá ao Ministério Público Federal decidir se denuncia ou não o deputado.

“Com base em toda a prova colhida no decorrer da presente investigação, logrou-se êxito em confirmar integralmente a hipótese inicial aventada, qual seja, a de que o deputado federal Rodrigo Maia efetivamente praticou diversos atos na defesa de interesses da Construtora OAS, durante os anos de 2013 e 2014, tendo, em contrapartida, solicitado doações eleitorais ao presidente da pessoa jurídica, José Aldemário Pinheiro Filho [Léo Pinheiro]“, diz a PF.

PUBLICIDADE

Em nota, Rodrigo Maia afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa. O parlamentar disse ainda que, ao longo de seus cinco mandatos de deputado federal, sempre votou em consonância com a orientação da bancada ou com a própria consciência.