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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira que a direita precisa “se entender melhor” para vencer as eleições presidenciais e fez um apelo por unidade entre os aliados do campo conservador. Sem citar diretamente a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Valdemar disse que o grupo precisa ter “paciência” e afirmou acreditar que o cenário político ainda poderá sofrer mudanças antes do início oficial da campanha.
O apelo ocorre em meio à crise aberta entre Flávio e Michelle, que se tornou um dos principais focos de desgaste da pré-campanha do senador.
O conflito teve início durante as negociações em torno da vaga ao Senado no Ceará, após divergências entre os dois sobre a condução das articulações locais. A tensão se agravou depois que Michelle divulgou um vídeo com críticas ao enteado e culminou, na semana passada, com sua saída da presidência do PL Mulher.
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— Nós precisamos fazer o nosso pessoal se entender melhor para poder ganhar a eleição. Precisamos fazer o nosso pessoal se entender melhor, ter paciência. Muita coisa pode acontecer nesses 20 dias aí. Muitas surpresas podem acontecer — afirmou.
Na sequência, Valdemar citou recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse acreditar que decisões da Corte poderão alterar o cenário político.
— Muita coisa vai acontecer. Pode ter certeza. (…) O Bolsonaro escolheu o Flávio porque era o melhor. E agora nós vamos acertar o rumo porque muita coisa vai acontecer ainda no Brasil. Pode escrever.
A declaração foi dada durante um almoço em Brasília realizado em parceria pelas frentes parlamentares do Brasil Competitivo, do Empreendedorismo, da Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN) e da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI).
Participaram do encontro, além de Valdemar, diversos parlamentares integrantes dos grupos, que se reuniram para discutir metas para “tornar o Brasil mais competitivo até 2030”.
Dentre as propostas em discussão estão alguns eixos estratégicos, como finanças públicas sustentáveis, governança regulatória, transformação digital, segurança pública e combate aos mercados ilegais.
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