Sondagem no Congresso

Pesquisa XP: 58% dos deputados esperam votação da Nova Previdência no plenário Câmara até junho

O prazo de junho é o mesmo estabelecido por Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a conclusão da tramitação da proposta na casa legislativa

Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados, durante pronunciamento do Presidente Temer. Foto José Cruz/Agência Brasil
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SÃO PAULO – Embora ainda haja divergências entre os congressistas sobre detalhes presentes no debate da reforma da Previdência, a maioria dos deputados e senadores estima relativa celeridade para a tramitação da pauta no Poder Legislativo. É o que mostra a segunda rodada da pesquisa XP Investimentos com o Congresso Nacional. O levantamento foi feito pela Consultoria Contatos, entre os dias 4 e 21 de fevereiro, e contou com a participação de 234 parlamentares.

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Segundo a pesquisa, 58% dos deputados e 64% dos senadores entrevistados acreditam que a proposta será votada, em primeiro turno, no plenário da Câmara dos Deputados, até junho. Para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) entregue pelo presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira (20) passe a vigorar, é necessário o apoio de 3/5 dos membros de cada casa legislativa (308 deputados e 49 senadores), em dois turnos de votações.

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Dos deputados ouvidos, 25% esperam que a votação em primeiro turno da proposta ocorra depois de junho, mas ainda neste ano. Outros 9% acreditam que a PEC não chegará a ser votada. Entre os otimistas, 8% estimam fevereiro ou março, 12%, abril, 18%, maio, e 20%, junho. Os detalhes estão no gráfico abaixo:

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Entre os senadores, 23% estimam que a votação em primeiro turno na Câmara ocorra em maio, enquanto 41% veem junho como prazo mais factível. Já 23% imaginam um calendário mais elástico, mas acreditam que a proposta será votada ainda neste ano. Outros 5% dizem que a PEC não chegará a ser votada.

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O prazo de junho é o mesmo estabelecido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a conclusão da tramitação da proposta na Casa. Analistas políticos consultados pelo InfoMoney, contudo, são céticos quanto a essa possibilidade. Apenas 20% dos especialistas ouvidos na segunda rodada do Barômetro do Poder trabalham com o mesmo calendário.

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