Pesquisa medirá força eleitoral e impacto das derrotas de Lula no Congresso

Levantamento da Real Time Big Data testa cenários de 1º e 2º turno e temas sensíveis ao eleitor

Marina Verenicz

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR) - Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR) - Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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A Real Time Big Data iniciou neste sábado (2) a coleta de dados de uma nova pesquisa eleitoral para a Presidência da República, em um momento marcado por reveses recentes do governo no Congresso. O levantamento será o primeiro a captar o humor do eleitor após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria.

O estudo prevê 2.000 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais. A divulgação está programada para terça-feira (5) e incluirá, além das intenções de voto, indicadores sobre rejeição, possibilidade de mudança de voto e avaliação de temas econômicos e institucionais.

A pesquisa foi desenhada para medir diferentes composições da disputa presidencial. Em um dos cenários estimulados, aparecem nomes como Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de outros pré-candidatos de partidos menores. Em uma segunda simulação, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) é incluído, o que permite avaliar como a entrada de um novo nome altera a distribuição do eleitorado.

O levantamento também avança sobre o segundo turno e testa cinco possíveis confrontos. Entre eles, disputas envolvendo Lula contra Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Ciro Gomes. A ideia é observar o desempenho do presidente diante de diferentes perfis de adversários em cenários decisivos.

Além da corrida eleitoral, o estudo incorpora temas de política pública com potencial de impacto na campanha. Entre os pontos avaliados estão a proposta de mudança na jornada de trabalho de 6×1, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, a restrição à publicidade de apostas online e a redução da maioridade penal para 16 anos.

O levantamento inclui ainda indicadores sobre confiança nas instituições e percepção da economia, variáveis que tendem a influenciar diretamente o comportamento do eleitor.

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