Partido aliado ao governo

Partido da base aliada, PDT adianta que vai votar contra a MP 664

Na semana passada, o partido já havia fechado questão contra outra MP do ajuste fiscal, a que altera a forma de concessão do seguro-desemprego (MP 665/14)

PDT confirma que vai votar contra a medida provisória que altera as regras para concessão de pensão por morte e auxílio-doença (MP 664/14). Na semana passada, o partido já havia fechado questão contra outra MP do ajuste fiscal, a que altera a forma de concessão do seguro-desemprego (MP 665/14).

O líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse que o partido já havia comunicado sua decisão previamente ao governo. “O PDT hoje ocupa o Ministério do Trabalho. E nós reclamamos desde o início que o ministério sequer foi ouvido antes da edição da medida provisória”, reclamou afirmando que o partido não tem apego a cargos. “Deixamos muito claro que estamos na base da presidenta, ajudamos a elegê-la e reelegê-la. E temos absoluta convicção das boas intenções dela. Infelizmente, a equipe econômica hoje tem tomado um posicionamento que vai frontalmente de encontro aos princípios do PDT.

André Figueiredo afirmou que o ajuste fiscal não pode ser feito só em cima da base da pirâmide social.

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Já o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) disse que a posição do PDT provocou efeitos colaterais na base governista. “Partidos argumentam: ‘olha, a gente foi na contramão da opinião pública, a gente se expôs e a gente viu o PDT votar contra e o PDT tem um ministério.’”

Sílvio Costa admite que o posicionamento do PDT traz alguns problemas. “Agora, quem demite e quem nomeia ministro é a presidente da República. Eu espero que o PDT repense o seu posicionamento para ajudar o País.”

Para Costa, o PDT, ao entrar para a base, devia saber que, às vezes, o governo precisa tomar atitudes que nem sempre são compreendidas pela opinião pública. O ajuste, segundo ele, é necessário para “recolocar o País nos trilhos”.