Parada LGBT+ reúne multidão em SP; organização critica projeto que veta menores

Em nota, evento chama projeto aprovado em 1º turno de ataque à liberdade de expressão e à diversidade; entre as atrações confirmadas estão Gloria Groove, Pablo Vittar e Melody

Equipe InfoMoney

Participantes da Parada do Orgulho LGBTQ+ anual, em São Paulo, Brasil, em 7 de junho de 2026. REUTERS/Jean Carniel
Participantes da Parada do Orgulho LGBTQ+ anual, em São Paulo, Brasil, em 7 de junho de 2026. REUTERS/Jean Carniel

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A Parada do Orgulho LGBT+ chega à sua 30.ª edição neste domingo (7) reunindo milhares de pessoas na Avenida Paulista em um clima que mistura carnaval com protesto político na luta por direitos.

A organização reagiu a um projeto de lei que proíbe a participação de menores de 18 anos no evento e o uso de vias públicas para sua realização. Em nota, os organizadores classificaram as medidas como um ataque à liberdade de expressão e à diversidade.

O PL 50/2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), foi aprovado em primeiro turno pela Câmara Municipal de São Paulo em 20 de maio. O texto veda a presença de crianças e adolescentes em eventos que façam referência a práticas LGBTQIA+, mesmo com autorização dos responsáveis, e proíbe a interdição de vias públicas para esses fins.

Para virar lei, a proposta ainda precisa de aprovação em segundo turno e da sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O evento

Participantes da Parada do Orgulho LGBTQ+ anual, em São Paulo, Brasil, em 7 de junho de 2026. REUTERS/Jean Carniel

A concentração ocorre perto da Rua Peixoto Gomide (próximo ao Masp). Os trios elétricos vão se movimentar no sentido Rua da Consolação. O desfile vai até as 18h, encerrando na altura da Rua Caio Prado, já próximo ao Parque Augusta.

Entre as atrações confirmadas estão Gloria Groove, Pablo Vittar e Melody.

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A CET recomenda que a população prefira o transporte público para cruzar a região. Os participantes da Parada podem utilizar as estações de metrô Trianon-Masp, Brigadeiro ou Consolação, da Linha 2-Verde, ou Paulista, Higiênopolis-Mackenzie e República, da Linha 4-amarela.

Para conseguir entrar na Avenida Paulista, é necessário contornar gradis de metal que controlam o acesso do público à marcha. Apesar de haver fiscais disponíveis para auxiliar o público, os participantes não são revistados para verificar se há entrada com garrafa ou objetos cortantes.

(com Estadão Conteúdo)