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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que assumiu a “missão” de disputar a eleição após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrar preocupação com indicadores econômicos no estado em áreas-chave, como economia e segurança pública.
“São Paulo está com muitos problemas, apesar do governo federal. É um estado muito importante e o presidente entende que SP não pode crescer menos que o Brasil, como está acontecendo”, defendeu. “Para um Brasil forte, não dá para ter um estado de São Paulo fraco”, reforçou, durante entrevista à CNN Brasil, na tarde desta quarta-feira (15).
Na conversa, Haddad também destacou que preferia ter ajudado na elaboração do plano de governo de um eventual quarto mandato de Lula, mas, “diante de todos os argumentos e do apelo do PT”, resolveu assumir a responsabilidade de disputar a eleição.
“Eu estava interessado em estudar o potencial [do Brasil] para apresentar o plano de governo, mas o presidente me convenceu por várias outras razões”, acrescentou.
O ex-ministro também antecipou que a estratégia de campanha será comparar a São Paulo “recebida” pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o estado “deixado” após o fim do mandato. Para ele, não será preciso ir muito além dos números do próprio governo Tarcísio para convencer o eleitor de que uma “recondução não é boa ideia”.
A candidatura de Haddad começa, neste mês, a veicular as primeiras inserções do ex-ministro como pré-candidato ao governo do estado. Nos materiais já divulgados nas redes sociais, Haddad destaca os investimentos do governo federal em grandes obras de São Paulo e diminui a importância de Tarcísio na execução dos projetos.
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