“Para um Brasil forte, não dá para ter um estado de São Paulo fraco”, diz Haddad

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Haddad aposta em comparação com gestão Tarcísio como estratégia de campanha

Caio César

O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, participa de uma reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em Brasília, Brasil, 24 de setembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado
O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, participa de uma reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em Brasília, Brasil, 24 de setembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que assumiu a “missão” de disputar a eleição após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrar preocupação com indicadores econômicos no estado em áreas-chave, como economia e segurança pública.

“São Paulo está com muitos problemas, apesar do governo federal. É um estado muito importante e o presidente entende que SP não pode crescer menos que o Brasil, como está acontecendo”, defendeu. “Para um Brasil forte, não dá para ter um estado de São Paulo fraco”, reforçou, durante entrevista à CNN Brasil, na tarde desta quarta-feira (15).

Na conversa, Haddad também destacou que preferia ter ajudado na elaboração do plano de governo de um eventual quarto mandato de Lula, mas, “diante de todos os argumentos e do apelo do PT”, resolveu assumir a responsabilidade de disputar a eleição.

“Eu estava interessado em estudar o potencial [do Brasil] para apresentar o plano de governo, mas o presidente me convenceu por várias outras razões”, acrescentou.

O ex-ministro também antecipou que a estratégia de campanha será comparar a São Paulo “recebida” pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o estado “deixado” após o fim do mandato. Para ele, não será preciso ir muito além dos números do próprio governo Tarcísio para convencer o eleitor de que uma “recondução não é boa ideia”.

A candidatura de Haddad começa, neste mês, a veicular as primeiras inserções do ex-ministro como pré-candidato ao governo do estado. Nos materiais já divulgados nas redes sociais, Haddad destaca os investimentos do governo federal em grandes obras de São Paulo e diminui a importância de Tarcísio na execução dos projetos.

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