Para 43% dos investidores, gerente de banco é fonte de informação sobre fundos

Apesar disso, profissional está perdendo espaço para a web, que, entre 2005 e 2011, cresceu em importância para investidores

SÃO PAULO – O gerente de banco ainda é a principal fonte de informação sobre fundos e outras aplicações dos investidores. Pesquisa feita com 1 mil pessoas das classes A, B e C e divulgada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais) mostra que 43% dos investidores em fundos recorrem ao gerente, quando precisam de informação.

Na primeira vez em que decidem aplicar efetivamente os recursos em fundos, as sugestões do gerente são levadas em conta por 33% dos entrevistados. Contudo, nos últimos 12 meses, 30% levaram em conta as sugestões do profissional.

Apesar de ainda ser a figura central, escolhida por grande parte dos investidores, o gerente de banco vem sendo deixado de lado aos poucos. Isso porque, em 2005, 54% buscavam o apoio do profissional na hora de investir.

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Enquanto a importância do gerente como fonte de informação vem caindo, a dos sites dos bancos e de instituições financeiras cresce. Entre 2005 e 2011, o número de investidores que acessam essas páginas para esclarecer dúvidas sobre fundos e outros investimentos passou de 22% para 39%.

Também cresceu o percentual daqueles cuja decisão de aplicar em fundos foi baseada em informações que leu no internet banking. Na primeira vez em que aplicaram, as informações do site do banco influenciaram 12% dos entrevistados, percentual que passou para 19% nos últimos 12 meses.

Para ter o gerente como principal fonte de informação na hora de investir, é preciso adotar alguns cuidados, pois esses profissionais têm metas a cumprir, o que faz com que eles, nem sempre, atentem para o perfil dos investidores na hora de tentar vender determinados produtos. Antes de destinar os recursos para determinadas modalidades, os investidores devem buscar a opinião de mais de um especialista.

Quedas
O estudo constatou que a importância dos demais meios de informação caiu entre os investidores. Enquanto em 2005, 45% utilizavam jornais e cadernos de finanças para se orientar, neste ano, 31% fazem isso. As revistas também perderam espaço como fonte, ao serem mencionadas por 12% dos entrevistados, contra 17% de 2005.

Programas de TV e de rádio sobre finanças são canais de informação para 13% dos investidores. Mas, em 2005, 17% utilizavam esses meios. Outros tipos de publicações receberam a menção de 7% dos investidores, contra 15% em 2005.

As conversas com amigos foram citadas por 10% dos investidores em 2005. O percentual permaneceu o mesmo neste ano. Consultores financeiros autônomos, por sua vez, começam a ganhar espaço, pois são fontes de informação de 4% dos investidores hoje, contra 2% de 2005.

A Central de atendimento aos investidores das empresas também ganhou importância, ao passar para 5% das menções, contra nenhuma de 2005.

Qualidade da orientação
O estudo ainda aponta que a qualidade da orientação dada aos investidores melhorou, contudo, 27% deles não buscam qualquer orientação e aplicam sozinhos, por meio do internet banking. Para 40% dos entrevistados, as instituições questionam sobre os objetivos e informam sobre riscos das modalidades de investimento.

Para 15% dos entrevistados, as instituições indicam os fundos que mais rendem, mas sem fazer quaisquer tipos de questionamentos. Em 2005, 26% tinham essa percepção. Já 7% dos investidores decidem sozinhos, pois as instituições informam apenas quais fundos estão disponíveis e não concedem quaisquer tipos de explicações.