Pacheco compartilha vídeo com apelo por sua candidatura em MG

Aliados ampliam mobilização enquanto senador mantém indefinição sobre disputa estadual

Marina Verenicz

O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O nome do senador Rodrigo Pacheco voltou ao centro das articulações para a eleição ao governo de Minas Gerais após aliados intensificarem a pressão pública por sua candidatura.

Um vídeo divulgado nas redes sociais reforçou o movimento, com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) pedindo apoio popular para que o parlamentar entre na disputa.

As imagens foram registradas em um evento no interior do estado e mostram a petista incentivando apoiadores a mobilizar o senador. O conteúdo foi inicialmente publicado por Marília e, posteriormente, compartilhado por Pacheco em seu perfil, gesto interpretado como sinal de abertura ao debate interno.

A movimentação ocorre em meio à estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de consolidar um nome competitivo em Minas, um dos principais colégios eleitorais do país. Desde o início do ano, Lula tem defendido a candidatura de Pacheco, que até agora evita confirmar participação na disputa.

A resistência do senador está associada a fatores políticos e pessoais. Entre eles, o desgaste após não ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a saída de Roberto Barroso, além das incertezas sobre viabilidade eleitoral e alianças locais.

A equação partidária também pesa na decisão. Para disputar o governo estadual, Pacheco precisaria deixar o PSD, que já abriga a pré-candidatura de Matheus Simões, vice do atual governador Romeu Zema. A alternativa mais provável, segundo interlocutores, seria a filiação ao PSB.

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Nos bastidores, a avaliação é que a entrada de Pacheco reorganizaria o tabuleiro político em Minas, ao unificar parte da base governista e atrair apoios de centro. Enquanto isso, o senador mantém o discurso de cautela e evita antecipar qualquer decisão pública.