Fique de olho

Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

Acordo entre Estados Unidos e Canadá, pesquisas eleitorais e debate estão no radar dos investidores nos próximos dias. 

SÃO PAULO – Com uma agenda de indicadores mais “tranquila”, o cenário político terá ainda mais força na última semana antes do primeiro turno. Entre os principais eventos estão diversas pesquisas eleitorais e o último debate presidenciável, na quinta-feira (4), transmitido pela TV Globo.

Pesquisas divulgadas entre a noite de sexta e a manhã desta segunda-feira (1) apontam estagnação de Jair Bolsonaro (PSL) e avanço de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e empate técnico entre os candidatos no segundo turno. Em algumas sondagens Bolsonaro aparece numericamente atrás do petista na segunda fase do pleito.

A influência do exterior é positiva com as bolsas globais respondendo positivamente ao fechamento de acordo comercial entre Estados Unidos e Canadá. 

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Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (1) e na semana.

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram sem direção definida após acordo entre Estados Unidos e Canadá. Os países fecharam um acerto de última hora no fim da noite de domingo para reformular o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), eliminando incertezas sobre a sobrevivência do acordo comercial existente há 25 anos. No âmbito local, uma série de dados mostrou uma desaceleração no setor industrial da China em setembro.

As bolsas europeias e os índices futuros em Wall Street operam em alta, impactados positivamente pelo acordo comercial. 

O preço do petróleo volta a subir e tem sua maior valorização em quatro anos. A commodity do tipo Brent opera acima de US$ 83 e do tipo WTI tem cotação acima de US$ 73 antes da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o Irã, terceiro maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). As medidas entram em vigor em novembro.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h41 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,62%

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*Dow Jones Futuro (EUA) +0,79%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,78%

*DAX (Alemanha) +0,56%

*FTSE (Reino Unido) +0,06%

*CAC-40 (França) +0,23%

*FTSE MIB (Itália) 1,45%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,26% (fechado)

*Xangai (China) +1,06% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,52% (fechado)

*Petróleo WTI +0,18%, a US$ 73,38 o barril

*Petróleo brent +0,34%, a US$ 83,01 o barril

*Bitcoin US$ 6.598,40 -0,12%
R$ 26.810 -0,15% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,10%, a 495,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

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2. Pesquisas eleitorais

O calendário de pesquisas eleitorais está bastante agitado. Na noite de sexta-feira (28), após o fechamento de mercado, foi divulgada pesquisa Datafolha que mostrou que o líder Bolsonaro parou de crescer, mantendo 28% das intenções de voto, enquanto Haddad saltou 6 pontos e passou de 16% para 22%. As simulações de segundo turno apontam que Bolsonaro perderia de todos os três candidatos com os quais é confrontado: Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PSD) e Haddad. Veja aqui a pesquisa completa

Ainda no domingo foi divulgada uma nova CNT/MDA que mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) segue numericamente na frente na disputa eleitoral com 28,2%, enquanto Fernando Haddad (PT) possui 25,2%, ficando empatados na margem de erro. Em hipótese de segundo turno, Haddad venceria Bolsonaro, caso a eleição fosse hoje, por 42,7% a 37,3%. Veja a pesquisa completa aqui.

Na manhã desta segunda-feira (1), levantamento do BTG/FSB aponta que Bolsonaro oscilou para baixo, no limite da margem de erro, de 33% para 31%, enquanto Haddad oscilou de 23% para 24% após uma expressiva alta na última semana, em que ele se isolou no segundo lugar. Confira aqui a pesquisa completa

Ainda são esperados levantamentos do Ibope, Datafolha e XP Ipespe. Confira todas as pesquisas desta semana aqui. Além de ser o momento decisivo pré-eleição, estas pesquisas serão decisivas para mostrar o desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) após as recentes declarações de seu vice, general Mourão, sobre o fim do 13º salário, e também com as denúncias divulgadas pela Folha de S. Paulo e Veja sobre sua ex-mulher.

3. Agenda econômica da semana 

A semana começará com alguns dados de PMI da indústria e de serviços no mundo todo, em especial na China, onde o desempenho deste dado é mais acompanhado pelo mercado. No Brasil, a terça-feira (2) contará com a divulgação da produção industrial, que segue delicada principalmente após a greve dos caminhoneiros.

O principal indicador, porém, será o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que a Rosenberg Associados espera uma variação de 0,48%, indicando uma aceleração na margem em relação ao mês anterior, quando variou -0,09%. Com isso, no acumulado de 12 meses, a inflação nacional deve passar de 4,19% para 4,53%, levando o índice levemente acima da meta do Banco Central.

No exterior, a atenção fica para os dados de emprego nos Estados Unidos. Na quarta-feira (3) sai o ADP, um dos mais importantes indicadores do setor, enquanto na sexta-feira (5) será a vez do relatório de emprego, com diversos dados que são acompanhados de perto pelo Federal Reserve para definir sua política monetária.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

4. Noticiário político

Embora ausente do penúltimo debate entre presidenciáveis devido à sua recuperação após uma facada, Jair Bolsonaro (PSL) se tornou alvo das discussões de outros candidatos logo no início evento promovido pela TV Record. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos) aproveitaram suas primeiras perguntas, em uma espécie de “bate-bola”, para criticar declarações do candidato, a polarização com o PT e até mesmo sua ausência no encontro. Veja os principais momentos do debate aqui.  

Ainda sobre Bolsonaro, o candidato disse ao jornal O Globo que “não teria nada a fazer em caso de derrota”. A declaração veio dois dias depois de ele ter dito ao programa Brasil Urgente, da Band, que não aceitaria resultado das urnas diferente de sua eleição. 

Na reta final para o primeiro turno, a campanha de Fernando Haddad (PT) vai ampliar a presença do petista no interior do Sudeste, mais especificamente em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, segundo o jornal Folha de S. Paulo. É o interior paulista que garante vitória a Bolsonaro no estado na simulação de segundo turno. Em Minas Gerais, acontece o contrário. 

O fim de semana foi marcado por protestos pró e contra Bolsonaro. No sábado (29), manifestantes – especialmente mulheres – foram às ruas em diversas cidades do país para o ato “Ele não”. Em São Paulo, o encontro contabilizou a participação de mais de 200 pessoas. Em resposta, simpatizantes do candidato manifestaram seu apoio também no sábado e no domingo (30). A maioria das pessoas estavam com camisas representando as cores da bandeira do Brasil e com faixas com dizeres como “Venceremos à Corrupção” e apostando na vitória ainda no primeiro turno. 

5. Noticiário corporativo

A mineradora Samarco, join venture da Vale e da BHP Billiton, inicia nesta semana as obras de preparação da Cava Alegria Sul, no Complexo de Germano, em Mariana e Ouro Preto, ambos em Minas Gerais.

O conselho de administração da Gafisa destituiu o diretor-presidente Sandro Rogério Gamba e outros executivos, elegendo Ana Recart para liderar a companhia, como parte dos esforços para recuperação do negócio. A empresa também aprovou um programa de recompra de ações.

A Boeing e a Embraer negociam a instalação de uma linha de montagem do novo cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos, informa o jornal Valo Econômico. O projeto faz parte do acordo em que a fabricante americana de aviões pretende adquirir o controle da unidade de aviação comercial da Embraer. 

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou uma linha de financiamento no valor de R$ 619 milhões para o parque eólico Cutia, desenvolvido pela Copel.

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