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Bolsonaro vira alvo de Ciro, Marina e Alvaro Dias em debate da Record: "atitude antidemocrática"

Frases polêmicas, polarização com PT e ausência em debate foram alvo de críticas

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Embora ausente do penúltimo debate entre presidenciáveis devido à sua recuperação após uma facada, Jair Bolsonaro (PSL) se tornou alvo das discussões de outros candidatos logo no início evento promovido pela TV Record. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos) aproveitaram suas primeiras perguntas, em uma espécie de "bate-bola", para criticar declarações do candidato, a polarização com o PT e até mesmo sua ausência no encontro. 

Ciro deu o início às críticas ao questionar a opinião de Marina sobre "a frase assustadora de Jair Bolsonaro" em que ele diz, antes mesmo do primeiro turno, que "não reconhece o resultado das eleições". Para a candidata, Bolsonaro "tem atitude antidemocrática, desrespeita as mulheres, índios, negros, a população brasileira" e, com essa frase, "desrespeita o jogo democrático".

Ela foi além: "numa democracia, se não temos comprovação de que houve fraude, não se pode entrar no jogo se for para ganhar de qualquer jeito. Para mim, essas palavras só podem ser uma coisa: Bolsonaro fala muito grosso mas tem momentos que amarela. Amarela mesmo. Isso são palavras de quem já está com medo da derrota. Da derrota que será dada a ele pela atitude autoritária".

Em sua réplica, Ciro criticou o fato de Bolsonaro não ter ido ao debate e disse que no encontro anterior, promovido pela TV Aparecida na última semana, compareceu com uma sonda após passar por procedimento na próstata. Bolsonaro teve alta no sábado (29) do hospital Albert Einstein, onde estava internado desde o dia 7, e permanece em casa por recomendações médicas.

Ciro também demonstrou estar em linha com a resposta de Marina: "estamos assistindo todos os dias declarações anti-povo, anti-pobre. É preciso ouvir a palavra da Marina e de muitos outros. O Brasil não aguenta mais essa radicalização odienta".

Na tréplica, Marina disse que Bolsonaro vem sendo "desconstruído em suas atitudes" e destacou que o ataque sofrido pelo candidato poderia ter sido muito pior. "Ele defende distribuir armas como forma de combater a violência. Proposta que, se já tivesse sido aprovada, a pessoa com a faca teria matado ele e outras vezes". A candidata ainda acrescentou que "PT e Bolsonaro são cabos eleitorais um do outro. Temos que combater esse autoritarismo". 

No momento seguinte, dando continuidade à "tabelinha", Marina questionou Dias sobre a polarização entre Bolsonaro e PT que estaria induzindo a população ao "voto útil". O candidato do Podemos respondeu que "é uma espécie de ignorante político aquele que admite se assustar com dois fantasmas: o da extrema  e o da extrema direita. Tentam influenciar a população a escolher ciclano contra beltrano para evitar o fulano. Ou seja: não se vota no melhor. A eleição é para premiar a honestidade, a competência, a dignidade. O voto não é para premiar a desonestidade e incompetência".

Henrique Meirelles (MDB) também fez sua participação no bate-bola ao questionar Ciro se mostrando contra Jair Bolsonaro. Segundo o ex-presidente do Banco Central, nenhum país democrático tem um presidente como o candidato do PSL. 

A tabelinha não passou em branco. Quando Daciolo (Patriota) tomou a palavra fez questão de dizer: "vocês são todos amiguinhos aqui. Vocês estão fazendo uma partidinha agora jogando vôlei". 

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