Bolsa

Os 5 eventos para o mercado ficar de olho nesta quarta-feira

Decisão do Fomc, estoques de petróleo e anúncio de déficit fiscal devem agitar a Bolsa hoje

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SÃO PAULO – Em um dia que começou negativo para as bolsas europeias e os futuros dos Estados Unidos, os investidores devem ficar de olho principalmente para o evento que sairá às 16h (horário de Brasília). Além da decisão de juros do Fomc (Federal Open Market Committee), o mercado também aguarda para ver como as bolsas reagirão ao déficit fiscal de R$ 51,8 bilhões que o governo anunciou ontem. 

Veja os 5 principais eventos para ficar de olho nesta quarta:

1. Bolsas mundiais 
As bolsas asiáticas recuaram nesta quarta-feira, mas as perdas foram limitadas pela cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve. O Nikkei subiu 0,67%, mas Xangai teve queda de 1,72% e Hang Seng teve baixa de 0,8%. As ações de finanças e seguradoras pesaram novamente sobre os índices chineses, com os investidores continuando a digerir os lucros fracos de bancos e a liberalização da taxa de depósito. Já as bolsas europeias registram alta após dois dias de queda; os papéis da Volkswagen sobem 3% mesmo após a fabricante de automóveis registrar um prejuízo líquido de 1,7 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2015 devido às provisões feitas na sequência do escândalo da manipulação das emissões dos gases poluentes.

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2. Repercussão do déficit fiscal
Nesta terça, o Planalto divulgou as mudanças do Orçamento de 2015, prevendo agora um déficit primário de 0,9% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 51,8 bilhões. O déficit pode chegar a R$ 60 bilhões se forem frustradas as receitas com concessões, ou 1,04% do PIB. Já a meta do setor público consolidado é de déficit de R$ 48,9 bilhões, ou 0,85% do PIB. O número já era esperado, mas pode gerar alguma volatilidade no começo do pregão, ainda mais por sinalizações de que o déficit pode chegar até R$ 103 bilhões. 

3. Decisão do Fomc
O comitê federal de mercado aberto dos EUA divulgará hoje a sua decisão de taxa de juros. Para a ampla maioria do mercado não há chance de que o tão aguardado aumento das Federal Funds Rates ocorra nesta reunião. Contudo, os investidores devem ficar atentos ao comunicado, que pode trazer mais indicações sobre os próximos passos do Federal Reserve em meio a este cenário atual de contradição entre o que dizem os membros do Fed, em especial a sua presidente, Janet Yellen, que veem os juros subindo ainda este ano, e o que o mercado espera, uma elevação só no começo do ano que vem.   

Ninguém espera que o Fed eleve os juros nesta quarta-feira e não ficaremos surpresos se o banco evitar dar qualquer sinal claro sobre sua intenção de subir a taxa de juros antes do fim do ano”, escreveu a diretora de estratégia de câmbio do BK Asset Management, Kathy Lien.

4. Estoques de petróleo
Os estoques de petróleo sairão às 12h30 desta quarta e podem trazer uma volatilidade nos mercados internacionais, especialmente em ações de companhias do setor de óleo e gás. Por aqui, o efeito deve ser sentido principalmente entre os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4). 

5. Impeachment 
A Câmara finalizou ontem o parecer favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cabe agora ao presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dar seguimento ao pedido realizado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal. Segundo a Folha apurou, a recomendação técnica, que é sigilosa, será entregue a Cunha ainda nesta semana. E será sucinta: afirmará apenas que o pedido se enquadra nos requisitos da lei 1.079/50 (que trata do impeachment), no regimento interno da Câmara, e que traz em seu escopo elementos que apontam a indícios de participação da presidente em supostos crimes de responsabilidade. O parecer vem bem no meio da crise política que se apoderou do governo com o estouro da Operação Zelotes, que investiga Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e o indispôs contra Dilma.