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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

PIB dos EUA e pesquisa eleitoral estão no radar dos investidores

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SÃO PAULO – O mercado deve ser influenciado pelos números do PIB dos Estados Unidos, que serão divulgados ainda nesta manhã, após a decisão do Fomc da véspera de elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para o patamar entre 2% e 2,25%, conforme esperado. Os investidores também esperam pela fala dos presidentes dos bancos centrais dos EUA, da zona do euro e do Brasil. 

Enquanto isso, por aqui, o mercado deve digerir os novos dados de pesquisa eleitoral que mostra empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e vitória do petista na segunda fase enquanto que, na última quarta, o dólar caiu com o mercado relevando o Ibope e repercutindo a Paraná Pesquisas. 

Veja no que ficar de olho nesta quinta-feira (27):

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1. Bolsas mundiais

As bolsas chinesas encerraram em queda, seguindo as bolsas norte-americanas, após o comunicado do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), que elevou a taxa básica de juros por lá. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse a autoridade monetária não viu a inflação como surpresa positiva e também abordou as preocupações em torno da guerra comercial entre EUA e China, dizendo que o Fed ouviu um “coro crescente de preocupações” vindo de empresas norte-americanas. Após fechamento do mercado, o presidente Donald Trump disse que não estava feliz com alta de juros. 

As bolsas europeias operam sem direção definida e os índices futuros em Wall Street têm leve alta e o clima é de cautela à espera do PIB nos EUA enquanto os investidores digerem a decisão sobre os juros na véspera. 

O preço do petróleo tipo WTI sobe após secretário de energia dos Estados Unidos negar liberação de reservas de emergência. Os valores do cobre e do níquel recuam em Londres, enquanto o vergalhão de aço e o minério de ferro sobem na China. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h44 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,13%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,08%

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*Nasdaq Futuro (EUA) +0,29%

*DAX (Alemanha) -0,23%

*FTSE (Reino Unido) +0,18%

*CAC-40 (França) -0,15%

*FTSE MIB (Itália) -1,38%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,36% (fechado)

*Xangai (China) -0,54% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,99% (fechado)

*Petróleo WTI +1,10%, a US$ 72,36 o barril

*Petróleo brent +0,69%, a US$ 81,90 o barril

*Bitcoin US$ 6.468,69 +0,16%
R$ 26.859 -0,12% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,80%, a 498,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Corrida eleitoral

A dez dias do primeiro turno, Fernando Haddad (PT) voltou a crescer e agora está em situação de empate técnico com o deputado Jair Bolsonaro (PSL). É o que mostra pesquisa realizada pelo instituto Brasilis nos dias 25 e 26 de setembro, por encomenda da Genial Investimentos.

De acordo com o levantamento, Bolsonaro oscilou negativamente 3 pontos percentuais em relação à semana passada e agora tem 27% das intenções de voto. Já Haddad saltou de 17% para 22% no mesmo período, diminuindo para 5 pontos percentuais uma diferença que era de 13. Considerando a soma das margens de erro para cada candidato, o quadro é de empate técnico. 

Na simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o petista aparece à frente por diferença fora da margem de erro: 44% contra 36%. Uma semana atrás, os dois empatavam tecnicamente, com o deputado numericamente à frente com placar de 42% a 40%. Confira a pesquisa completa aqui

3. Agenda econômica

O destaque internacional fica para a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, às 9h30 (de Brasília). A estimativa mediana da Bloomberg é de crescimento trimestral de 4,2% na comparação com o primeiro trimestre. Também serão divulgados os pedidos de bens duráveis de agosto, com estimativa de crescimento de 2% ante queda de 1,7% em julho. Os novos pedidos seguro-desemprego até 22 de setembro devem atingir 210.000 solicitações ante 201.000 no levantamento anterior. Atenção também para a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, às 17h30.   Antes disso, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, fala em Frankfurt às 10h30. 

No Brasil, o destaque fica para o relatório de inflação do terceiro trimestre, em busca de análises do Banco Central sobre impacto inflacionário do dólar, que por sua vez pode reagir às eleições e seu significado para as reformas. O diretor de política econômica, Carlos Viana, apresenta os dados em Brasília, às 11h; em seguida, presidente do banco, Ilan Goldfajn, fala em coletiva de imprensa.

4. Noticiário político

Durante o debate realizado pelo SBT, Folha de S. Paulo e UOL na noite de quarta-feira (26), o candidato Ciro Gomes (PDT) afirmou que, caso seja eleito, irá “destruir” o MDB, partido do atual presidente Michel Temer, usando as formas democráticas que puder. Em outro momento, questionado se levaria petistas para compor seu eventual mandado, Ciro foi direto: “se puder governar sem o PT, eu prefiro”.

O crescimento de Fernando Haddad nas pesquisas eleitorais, apontando-o como forte candidato ao segundo turno, trouxe o presidenciável mais uma vez para o centro das atenções do debate. O substituto de Lula foi alvo de críticas focadas principalmente nos escândalos de corrupção envolvendo seu partido.

Não foi só Haddad que foi atacado. Os nomes de centro, que patinam nas pesquisas e ganharam as manchetes nesta semana em meio às notícias de um encontro fracassado para a união em torno de uma candidatura mais competitiva, também se atacaram durante o debate. Veja mais sobre o debate aqui

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve suspensão de 3,3 milhões títulos de eleitores que não fizeram o recadastramento com a biometria, rejeitando pedido do PSB. A maioria, ou 53% dos eleitores que tiveram seus títulos suspensos, estão no Norte e Nordeste – regiões mais pobres do país e onde o PT costuma ter melhor desempenho nas pesquisas eleitorais. Cabe lembrar que nas eleições de 2014, Dilma Rousseff ficou cerca de 3 milhões de votos à frente do segundo colocado, Aécio Neves.

5. Noticiário corporativo

A Justiça Federal do Rio de Janeiro indeferiu um pedido dos empregados da Eletrobras contra o leilão das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) da companhia, marcado para esta quinta-feira.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Michel Temer corre para deixar vendas da Embraer e Braskem concluídas ou ao menos encaminhadas, sem retorno. Contudo, o presidente pode enfrentar obstáculos no Congresso, onde há uma insatisfação latente com a movimentação dele e até mesmo parlamentares da base governista já falam em criar dificuldades para a aprovação das operações caso precisem de aval da casa.

A Petrobras e a Equinor celebraram acordo em energia eólica offshore. Ainda sobre a estatal, o acordo cessão onerosa depende do Congresso. A Raízen deixará de investir até R$ 2 bilhões em infraestrutura após o governo dar subsídio ao diesel e espera pelas eleições.

O ministro da Fazenda Eduardo Guardia participará de reunião do Conselho de Administração da Vale por videoconferência prevista para 9h30

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