Em mercados / politica

Haddad vira alvo preferencial e candidatos do centro brigam entre si em debate

O substituto de Lula foi alvo de críticas focadas principalmente nos escândalos de corrupção envolvendo seu partido durante debate do SBT

Fernando haddad
(Ricardo Stuckert)

SÃO PAULO - O crescimento de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas eleitorais, apontando-o como forte candidato ao segundo turno, trouxe o presidenciável para o centro das atenções do debate realizado nesta quarta-feira (26) pelo Uol, SBT e Folha de S. Paulo. O substituto de Lula foi alvo de críticas focadas principalmente nos escândalos de corrupção envolvendo seu partido.

Logo na primeira parte do debate, Marina Silva (Rede) atacou o petista ao responder uma pergunta sobre PEC do teto de gastos e reforma trabalhista ao dizer que o país está "no fundo do poço" em decorrência da "corrupção do PT, MDB e PSDB".

Quer investir com corretagem ZERO na Bolsa? Clique aqui e abra agora sua conta na Clear!

A candidata ainda alfinetou o apoio dado por Renan Calheiros, que foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff, à candidatura de Haddad. "São dois pesos e duas medidas. O PT faz o discurso dos trabalhadores e leva o país para o buraco com o Temer", finalizou, recebendo o apoio de Ciro Gomes (PDT) pela resposta. Vale lembrar, o petista se descolou de Ciro nas pesquisas, deixando-o em terceiro lugar na corrida eleitoral.

O pedetista também mirou Haddad em diversas críticas, mesmo que indiretas, como quando sinalizou que teria maior conhecimento dos problemas brasileiros do que o petista, que foi prefeito de São Paulo. Em resposta, Haddad disse que "talvez tenha sido um dos ministros do governo Lula, que você [Ciro] participou, que mais andou pelo país".  

Em outro momento, questionado se levaria petistas para compor seu eventual mandado, Ciro foi direto: "se puder governar sem o PT, eu prefiro. Nesse momento, o PT representa uma coisa muito grave porque transformou-se numa estrutura de poder odienta que acabou criando o Bolsonaro, essa aberração". Haddad retrucou dizendo que foi convidado para ser vice na chapa do PDT em uma dupla que Ciro teria chamado de "dream team" (time dos sonhos). "Não é assim que se faz política, demonizando quem não está junto", acrescentou Haddad.

Centrão se digladia
Não foi só Haddad que foi atacado. Os nomes de centro, que patinam nas pesquisas e ganharam as manchetes nesta semana em meio às notícias de um encontro fracassado para a união em torno de uma candidatura mais competitiva, também se atacaram durante o debate.

Henrique Meirelles (MDB) alfinetou Geraldo Alckmin (PSDB) ao criticar a demora para a conclusão da Linha 5 do metrô e questionar se esse é o tipo de eficiência que o tucano quer levar para Brasília. Alckmin respondeu que houve diversas conclusões de estações durante o seu governo em São Paulo e que prevê um grande plano de infraestrutura para o Brasil.

O emedebista rebateu ao falar de feitos durante a presidência do Banco Central e que o que ele fez no cargo foi sinônimo de eficiência, sendo depois questionado pelo tucano de que algo deu errado por conta da situação difícil do País.

Quer proteger seus investimentos das incertezas das eleições? Clique aqui e abra sua conta na XP Investimentos

 

Contato