Embate a distância

Os 4 “tapas com luva de pelica” desferidos entre Dilma e Cunha desde domingo

Desde que a presidente falou que "lamentava ser com um brasileiro" ao falar sobre a repercussão internacional envolvendo o presidente da Câmara, Dilma e Cunha protagonizaram embates à distância

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SÃO PAULO – As negociações de um acordo com o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com o governo Dilma Rousseff para barrar o pedido de impeachment da presidente e avançar o ajuste fiscal seguem no radar. 

Porém, desde domingo, a presidente e Cunha protagonizaram alguns embates, que mostraram que o clima de tensão segue entre o Executivo e o Legislativo continua. Por outro lado, mesmo mostrando cuidado ao se referir ao parlamentar e sendo aconselhada a não rebater diretamente Cunha, Dilma voltou a carga, irritando o parlamentar e mostrando que a instabilidade política continua. 

Confira abaixo a “troca de farpas” entre Cunha e Dilma: 

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1º round – domingo 
A troca de farpas começou quando Dilma falou sobre Cunha na Suécia, mesmo tentando se desvencilhar de comentar as denúncias contra ele. “Eu lamento que seja um brasileiro”, disse Dilma sobre repercussão internacional do escândalo envolvendo o presidente da Câmara. 

Inclusive, ela negou que teria feito qualquer tipo de acordo político com o presidente da Câmara para livrá-lo de uma cassação de mandato em troca de ele não avançar com a abertura de um processo de impeachment contra ela.

“Acho fantástica essa conversa de que o governo está fazendo acordo com quem quer que seja. Até porque o acordo do Eduardo Cunha não era com o governo, era com a oposição, e é público e notório. Acho estranho atribuírem ao governo qualquer tipo de acordo que não seja para passar no Congresso a CPMF, a DRU, as MPs”, afirmou.

2º round – segunda
Na última segunda-feira, em coletiva em que reafirmou que não renunciará à presidência da Câmara, Cunha alfinetou a presidente ao ser questionado sobre a entrevista dela na Suíça. “E eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”, respondeu.

3º round – terça
Agora na Finlândia, Dilma tentou se desvencilhar das perguntas sobre Cunha, mas não conseguiu. “Primeiro, não vou comentar palavras do presidente da Câmara. Segundo, meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente”, disse em entrevista coletiva.

 E, ao ser questionada se a Petrobras é uma empresa de seu governo, a presidente respondeu que “não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas”. Para ela, o objetivo da oposição é inviabilizar a ação do governo, mas essa ação não será inviabilizada “faça ela quantos pedidos de impeachment fizer”.

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4º round – terça
E, no mesmo dia em que Dilma falou na Finlândia, Cunha voltou a ironizar a fala da presidente após a petista afirmar que seu governo não estava envolvido em corrupção. O peemedebista rebatou a presidente e disse que “não sabia que a Petrobras não era do governo”. 

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