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A investigação sobre uma rede extremista que discutia ataques durante as eleições de 2026 encontrou referências ao Palácio do Planalto e ao local previsto para um debate do segundo turno entre os possíveis alvos do grupo. Novos detalhes da apuração foram exibidos pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (9).
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Rede Interrompida em 4 de agosto, após informações produzidas pelo Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Oito investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. (Serviços e Informações do Brasil)
Segundo a reportagem, os investigadores tiveram acesso a conversas em que integrantes do grupo compartilhavam uma planta do Palácio do Planalto e discutiam possibilidades de entrada e saída do edifício.
Também foram encontrados mapas de outros pontos da região central de Brasília, entre eles ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.

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Em uma das mensagens reproduzidas pela reportagem, um participante mencionava a intenção de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.
A investigação identificou duas comunidades no Telegram. Uma delas reunia mais de 600 pessoas. Parte dos participantes era posteriormente direcionada para um grupo menor, com 46 integrantes, no qual, segundo os investigadores, as conversas avançavam para a preparação de ações violentas.
Nesse ambiente circulavam orientações sobre fabricação de explosivos e coquetéis molotov, estimativas de custos e cálculos sobre a quantidade de material que seria necessária para os ataques, conforme a reportagem. Os administradores também procuravam identificar integrantes dispostos a matar, segundo as informações apresentadas pelo Fantástico.
O Ministério da Justiça já havia informado, após a deflagração da operação, que a rede compartilhava manuais para produção de artefatos explosivos, discutia recrutamento e planejava ações violentas contra prédios da Esplanada dos Ministérios durante o período eleitoral. O grupo também disseminava conteúdo neonazista, antissemita e misógino.
De acordo com o relatório do Ciberlab citado pelo Fantástico, o material analisado apresentava “elevado grau de periculosidade”. A apuração também encontrou discussões sobre formação tática, escolha de alvos e invasão de edifícios públicos.
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Os oito alvos da operação têm entre 19 e 31 anos. Computadores e celulares apreendidos continuam sob análise, e a investigação busca identificar outros participantes e dimensionar o estágio de preparação dos planos.
O delegado responsável pelo caso afirmou ao Fantástico que a polícia tratou as ameaças como passíveis de execução.
“A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, disse.
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