Operação mira tráfico internacional ligado ao PCC; alvo é dirigente da Liga-SP

Vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo é investigado por ligação com rede de cocaína e lavagem de dinheiro que abastecia Europa

Marina Verenicz

Alexandre Constantino Furtado, vice-presidente da Liga-SP (Liga das Escolas de Samba de São Paulo) e presidente da Império de Casa Verde - Foto: Reprodução Redes Sociais
Alexandre Constantino Furtado, vice-presidente da Liga-SP (Liga das Escolas de Samba de São Paulo) e presidente da Império de Casa Verde - Foto: Reprodução Redes Sociais

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO-SP) deflagrou, nesta terça-feira (23), uma operação contra uma organização criminosa transnacional especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Entre os investigados está Alexandre Constantino Furtado, vice-presidente da Liga-SP (Liga das Escolas de Samba de São Paulo) e presidente da escola de samba Império de Casa Verde. Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram confirmadas pela CNN Brasil.

A ação cumpre 22 mandados de prisão preventiva e 40 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém (PA). As diligências ocorrem em São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás, incluindo a sede da Império de Casa Verde, na zona norte da capital paulista.

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Origem da investigação

As apurações começaram após a apreensão de 458 kg de cocaína no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), em fevereiro de 2021. A droga estava oculta em uma carga de quartzo que teria como destino o Porto de Rotterdam, na Holanda.

A partir desse episódio, a PF mapeou a atuação da organização criminosa, que estruturava rotas para escoar cocaína produzida no Brasil até a Europa, além de manter uma rede de lavagem de dinheiro por meio de empresas fictícias e investimentos em setores formais, como restaurantes e serviços diversos.

Estrutura da operação

A operação desta terça envolve a FICCO-SP, composta pela Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Secretaria de Administração Penitenciária (SAP-SP) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A ofensiva faz parte da estratégia de desarticulação da logística financeira e empresarial do PCC, ampliando a cooperação entre diferentes órgãos no combate ao crime organizado.