Disputa

O que está em jogo na votação da comissão do impeachment?

Independentemente do resultado, processo ainda depende de decisão plenária

SÃO PAULO – O Brasil inteiro está de olho na disputa travada entre governistas e opositores pela aprovação ou não do relatório que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em tramitação na comissão especial que analisa o assunto na Câmara dos Deputados. O texto, relatado pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), pede que a petista se torne ré por um suposto crime de responsabilidade. Tudo indica que será aprovado pelos membros da comissão, mas, mesmo se não fosse, não selaria o fim do processo de impeachment presidencial. Mas qual seria então o significado da votação desta segunda-feira (11)?

Independentemente do resultado de hoje e de qual fosse o texto apresentado em relatório (a favor ou contrário ao impeachment; neste caso, foi a primeira opção), o processo ainda dependeria de sua aprovação ou rejeição em plenário da Câmara. No caso do governo, para barrar o afastamento de Dilma, bastaria que a oposição não conseguisse os 342 votos necessários, ao passo que para a ala pró-impeachment precisaria derrotar o governo por 2/3 dos deputados e conquistar a aprovação de metade dos senadores pelo recebimento da denúncia. Caso isso aconteça, a presidente vira ré e é afastada por até 180 dias.

Desta forma, o mais importante na votação de hoje é a simbologia do resultado. O placar será uma espécie de demonstração de força do governo ou da oposição. Caso a diferença seja ampla, o impeachment ganha ainda mais força na reta final do processo, que deverá ser votado no domingo (17) em plenário. Se a oposição não conseguir se aproximar de 2/3 dos votos da comissão — embora desnecessários para fazer valer o relatório, representativos para o processo –, os governistas irão argumentar que não há força para a derrubada de Dilma — fator que pode também potencializar as negociações de cargos em troca de apoio.

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