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A primeira pesquisa Genial/Quaest divulgada após a oficialização de Patrus Ananias (PT) como candidato de Luiz Inácio Lula da Silva ao governo de Minas Gerais indica que a principal tarefa da campanha petista não será apenas reduzir a distância para o líder da disputa, mas apresentar seu candidato ao eleitor em uma corrida que já entrou na reta final.
No levantamento, Patrus aparece com 10% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Alexandre Kalil (PDT), que registra 12%, e à frente de Mateus Simões (PSD), com 6%. O líder é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que alcança 35% mesmo sem confirmar oficialmente se disputará o Palácio Tiradentes.
A fotografia do momento expõe um cenário delicado para o PT. Com cerca de dois meses até o primeiro turno, a campanha terá de combinar duas estratégias simultâneas: ampliar o conhecimento sobre Patrus entre o eleitorado e transformar o apoio de Lula em transferência efetiva de votos.

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O peso de Lula
A escolha de Patrus representou uma aposta do presidente Lula em um nome histórico do partido. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro do Desenvolvimento Social e responsável pela implantação do Bolsa Família no primeiro governo petista, Patrus tem trajetória consolidada na política mineira.
Ainda assim, a pesquisa mostra que esse histórico ainda não se converteu em intenção de voto suficiente para colocá-lo na disputa pela liderança.
Em campanhas estaduais, o apoio presidencial costuma funcionar como um ativo relevante, mas sua eficácia depende de uma associação constante entre o candidato local e o padrinho político.
Esse trabalho normalmente exige tempo de televisão, agenda conjunta e presença intensa na campanha — um calendário que, neste momento, já está bastante comprimido.
Cleitinho domina o cenário
A liderança de Cleitinho também aumenta o grau de dificuldade para os adversários. O senador aparece com 35% das intenções de voto em um cenário no qual sequer confirmou que disputará o governo estadual.
O PL, aliado de Jair Bolsonaro na disputa presidencial, optou por não lançar candidato em sua convenção em Minas Gerais e mantém espaço aberto para uma eventual filiação ou composição com Cleitinho.
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O Republicanos, por sua vez, realizou sua convenção na semana passada sem a presença do senador, preservando a indefinição sobre seus próximos passos.
Mesmo diante dessa incerteza, a pesquisa sugere que Cleitinho larga com uma vantagem confortável sobre os demais concorrentes.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada presencialmente entre os dias 22 e 26 de julho com 1.482 eleitores de Minas Gerais. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-03490/2026.
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