“O Brasil é a China dos trópicos”, diz Alckmin em visita ao gigante asiático

"Acredito que a parceria com a China vai crescer e defendemos o multilateralismo. A China também", afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em Pequim, ao lado do líder chinês Xi Jinping

Equipe InfoMoney

Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República, e Xi Jinping, presidente da China, em Pequim (Foto: Flickr/MDIC)

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), fez, nesta sexta-feira (7), em Pequim, uma comparação entre o momento de desenvolvimento e parceria estratégica vivido pelo Brasil e pela China.

“Há 65 anos, o sociólogo Gilberto Freire vaticinou, antevendo o desenvolvimento e a importância que os dois países teriam: ‘o Brasil é a China dos trópicos’”, lembrou Alckmin.

Sobre o Brasil tornar-se um aliado geoestratégico e geopolítico para a China, Alckmin destacou que o país é o principal parceiro comercial e os Estados Unidos, o maior parceiro de investimentos locais.

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“Acredito que a parceria com a China vai crescer e defendemos o multilateralismo. A China também. O Brasil é um grande protagonista em segurança alimentar, um dos maiores exportadores do mundo, tem eficiência energética, a maior floresta tropical do planeta e compromisso com o desmatamento zero”, disse Alckmin.

“O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] tem R$ 10 bilhões do Fundo do Clima, e temos 28 milhões de pessoas na região amazônica, que precisa gerar renda. Como fazer a floresta gerar renda, na medicina, medicamentos, cosméticos, frutas? Tem várias possibilidades, daí a importância do Centro de Biotecnologia da Amazônia”, afirmou.

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Mobilidade verde e etanol de 2ª geração

Ao encerrar entrevista coletiva na capital chinesa, Alckmin afirmou que não há retrocesso nessa relação, que só tende a crescer, principalmente na área de descarbonização.

O vice-presidente enfatizou a importância do Projeto Mover, de mobilidade verde, aprovado nesta semana pelo Senado, que seguirá para votação na Câmara dos Deputados, possivelmente na semana que vem. O investimento do Mover na cadeia da indústria automobilística será de R$ 130 bilhões nos próximos anos.

“O que o Mover faz? Ele faz um estímulo de crédito tributário de R$ 3,5 bilhões até 2028 para incentivar a inovação. Nós queremos uma indústria inovadora, descarbonizada e temos várias rotas tecnológicas, não uma só. O Brasil é privilegiado, porque vai ter carro elétrico puro, vai ter o plug-in [que tem dois motores e pode ser movido tanto a energia elétrica quanto a combustível], o híbrido e o elétrico e o flex”, disse.

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Na entrevista, Alckmin também citou o etanol de segunda geração. O da primeira geração é proveniente da cana-de-açúcar que se torna álcool pela sacarose. O etanol de segunda geração é resultado da palha, da folha e do bagaço da cana transformados em celulose e depois em combustível.

“Com a pegada de carbono mais baixa, temos o biogás e o hidrogênio verde. E o mundo vai trocar o querosene de aviação pelo óleo vegetal. Portanto, o Mover vai apoiar todas essas rotas tecnológicas. Estamos na vanguarda”, destacou.

(Com Agência Brasil)