Nunes Marques assume presidência do TSE com festa e convite a R$ 800

Festa ocorre após cerimônia que marca a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral

Caio César

4 dez. 2025 - Ministro Kássio Nunes Marques em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Antonio Augusto/STF
4 dez. 2025 - Ministro Kássio Nunes Marques em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Antonio Augusto/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, toma posse nesta terça-feira (12) como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A cerimônia ocorrerá nesta noite na sede do TSE, seguida por um jantar comemorativo.

A cerimônia de posse deve reunir autoridades dos Três Poderes e marca a troca de comando da Corte após o biênio presidido pela ministra Cármen Lúcia. Desde maio de 2024, Nunes Marques ocupava a vice-presidência do tribunal.

A segunda etapa da noite ocorrerá em um salão na Asa Sul, em Brasília. O evento será realizado com convites individuais, vendidos no valor de R$ 800, quantia que será utilizada para custear as despesas da festa.

O valor inclui bebida e comida à vontade. Os convites serão cobrados até mesmo de membros da Suprema Corte e podem ser adquiridos pela Associação dos Juízes Federais do Brasil.

Foram enviados convites para todos os ex-presidentes da República, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor, que cumprem prisão domiciliar e dependem de autorização judicial do ministro Alexandre de Moraes para participarem.

Nunes Marques no TSE

O ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral após ter comandado uma das principais revisões das regras eleitorais desde as eleições de 2022.

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Em fevereiro, o magistrado foi relator das resoluções aprovadas pela Corte para o pleito de 2026, com mudanças voltadas à ampliação de mecanismos de fiscalização e acompanhamento das urnas eletrônicas, além de prever novas medidas contra o uso de inteligência artificial e novos desafios tecnológicos.

A chegada de Marques à presidência da Corte Eleitoral ocorre em um momento sensível após os conflitos institucionais gerados pelas eleições de 2022 e pelo julgamento da tentativa de golpe de Estado promovida por Jair Bolsonaro e aliados.

A gestão do ministro se inicia sob a pressão de, apesar de ter sido indicado ao STF por Jair, manter o equilíbrio na segurança institucional, ao mesmo tempo em que promove o combate à desinformação e a confiança pública nas eleições.