Corrupção

“Nesta operação não tenho nada”, diz Maluf sobre Lava Jato

Deputado disse que número de parlamentares do seu partido na lista de Janot não prejudica imagem do PP, mas defendeu a saída do presidente do partido, Ciro Nogueira

SÃO PAULO – Após a divulgação da lista de políticos suspeitos de estar envolvidos no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, o deputado federal Paulo Maluf (PP) disse estar provado e comprovado que nesta operação ele não possui qualquer envolvimento, conforme destacou em entrevista ao Estado de S. Paulo. Maluf é procurado pela Interpol e já foi condenado por improbidade administrativa e acusado de lavagem de dinheiro. 

Dos 47 políticos investigados que constam na lista entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal), trinta são integrantes do partido de Maluf. Apesar disso, o deputado diz que o número de parlamentares de sua sigla citados nas investigações não atrapalha a imagem do partido nem a dele. 

“O partido não sai machucado porque tem um, dois, três ou cinco membros que eventualmente cometam um ilícito. Seria como você condenar todos os engenheiros porque a estação de metrô do Serra caiu”, disse. Em 2007, as obras da Linha Amarela do Metrô de São Paulo ficaram comprometidas após o desmoronamento da estrutura onde hoje está a estação Pinheiros. O senador José Serra (PSDB) era governador do estado de São Paulo na época. 

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O tom conciliador de Maluf para com o partido, contudo, não se estende ao presidente do PP, Ciro Nogueira, que segundo o deputado, deveria se afastar devido ao seu envolvimento na Lava Jato. “Quem fez tem que pagar”, afirma Maluf.