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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), buscou desassociar da decisão que impôs a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de IOF sobre compras internacionais de pequeno valor.
“Não tem nada a ver comigo”, respondeu nesta segunda-feira (10) às críticas que atribuem seu nome à taxação, em sabatina realizada pela CNN Brasil.
O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que a medida federal surgiu a partir de uma demanda do varejo nacional e foi introduzida pelo Congresso. Segundo Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resistia à cobrança.
“O presidente Lula não queria cobrar, a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem’”, disse.
Haddad afirmou que a discussão tinha como objetivo reduzir a diferença tributária entre produtos vendidos por empresas brasileiras e mercadorias compradas no exterior.
“Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que é vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”, declarou.
O candidato também separou a discussão sobre a cobrança federal da atuação dos Estados. Segundo ele, governadores procuraram o Ministério da Fazenda para viabilizar a incidência de ICMS sobre as importações feitas por plataformas internacionais.
Entre os governadores citados por Haddad está Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na eleição paulista.
“E por que procuraram o Ministério da Fazenda? Porque vinha pelos Correios e, se os Correios não fossem parceiros, não tinha condição de cobrar na entrada. Hoje o Tarcísio cobra a taxa das blusinhas”, afirmou.
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Haddad disse ainda que a oposição transformou o tema em um instrumento de desgaste político contra o governo federal, apesar da participação dos Estados na tributação dessas compras.
“O que a oposição fez foi usar esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantêm”, disse.
