Não adianta mudar escala 6×1 e afetar empregos, diz relator

Relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara destacou que melhorar a qualidade de vida é importante, mas "não há trabalhador sem emprego"

Caio César

Deputado federal Paulo Azi (União-BA) (Divulgação/Câmara dos Deputados)
Deputado federal Paulo Azi (União-BA) (Divulgação/Câmara dos Deputados)

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O deputado Paulo Azi (União-BA), relator da PEC pelo fim da escala 6×1, destacou que não será efetivo promover uma redução na jornada de trabalho que impacte negativamente o nível de emprego no país.

“É inegável que permitir ao trabalhador mais tempo com a família e lazer melhora a qualidade de vida. O desafio é fazer isso sem admitir a redução salarial e, ao mesmo tempo, proteger os setores que serão mais impactados”, disse em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

O relator foi enfático ao pontuar que “não há trabalhador sem emprego” no país e que medida precisará levar em consideração principalmente a proteção do nível de empregabilidade no mercado. Para Azi, os setores mais afetados “serão aqueles que possuem a mão de obra como um insumo decisivo na composição de seus custos de produção”, como microempresas e os setores de serviço e varejo.

Embora defenda a manutenção da taxa de empregos, o deputado afirmou ter noção do impacto do tema que afeta a vida de milhões de trabalhadores e se empenha para “responder à sociedade com uma proposta” que consiga ser votada e aprovada.

Azi afirmou que a Comissão de Constituição de Justiça da Câmara analisará a proposta inicial, mas que texto pode ser modificado e que discussão sobre impactos econômicos do fim da jornada 6×1 “surgirá fatalmente à medida que as audiências públicas ocorrem”.

“Nossa ideia [na CCJ] é indicar caminhos para que o debate seja aprofundado na comissão de mérito, permitindo uma noção perfeita das repercussões e ações necessárias para mitigar seus efeitos”, concluiu.

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