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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que apurava uma possível participação da Havan em manifestações contra o resultado da eleição presidencial de 2022.
O inquérito analisava o uso da área externa de uma unidade da rede em Rio do Sul (SC) como ponto de concentração de manifestantes que participaram de bloqueios de rodovias depois da derrota de Jair Bolsonaro (PL).
A apuração chegou ao Supremo após um relatório policial apontar a suspeita de que a empresa teria dado algum tipo de suporte ao grupo ao permitir a permanência de participantes nas proximidades da loja.

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No decorrer da investigação, porém, a Polícia Federal não encontrou elementos que comprovassem autorização da direção da Havan ou fornecimento de estrutura material aos atos.
Em relatório encaminhado em 23 de julho, a PF registrou que manifestantes efetivamente ocuparam áreas externas da unidade, mas concluiu que não havia prova suficiente para atribuir à empresa participação na organização ou apoio às mobilizações.
O Ministério Público Federal acompanhou o entendimento dos investigadores e pediu o arquivamento.
A investigação tinha relevância adicional porque o empresário Luciano Hang, dono da Havan, é apoiador declarado de Jair Bolsonaro. Com o arquivamento, deixa de avançar no STF essa frente específica de apuração sobre a atuação da empresa nos protestos registrados em Santa Catarina após a eleição de 2022.